Exposição coletiva "A MONTANHA"
Exhibition

Exposição coletiva "A MONTANHA"

Exhibition

  • Nome: Exposição coletiva "A MONTANHA"
  • Abertura: 07 de fevereiro 2026
  • Visitação: até 31 de março 2026

Local

  • Local: Galeria Karla Osorio
  • Online Event: No
  • Endereço: Rua França Pinto, 1100 loja 1 térreo, Vila Mariana – São Paulo, SP

“A MONTANHA” 


Mostra coletiva com 10 artistas:  Aominê, Augusto Portella, Diana Motta, Luiz Gallina Neto, Moisés Patrício, Renan Andrade, Eduardo Nazarian, R. Trompaz, Samara Paiva, Mavi Accorsi. Curadoria Carollina Carreteiro 


Abertura: sábado, 7 de fevereiro, 11-15h    / Galeria Karla Osorio - Filial SP Vila Mariana 

 


About the exhibition 

A Galeria Karla Osorio tem o prazer de anunciar a exposição coletiva A MONTANHA, realizada em colaboração com a Galeria Ora. Curadoria de Carollina Carreteiro, a mostra reúne obras de 10 artistas brasileiros contemporâneos: Aominê, Augusto Portella, Diana Motta, Luiz Gallina Neto, Moisés Patrício, Renan Andrade, Eduardo Nazarian, R.Trompaz, Samara Paiva e Mavi Accorsi. A montanha atravessa o imaginário humano como figura paradoxal: obstáculo e promessa, desafio e iluminação. Ela exige esforço, disciplina e resistência, mas oferece, no cume, a experiência rara de enxergar além. Esta exposição parte da montanha como metáfora existencial e espiritual. Na filosofia, a montanha surge como lugar de transformação. Em Nietzsche, é o espaço do afastamento da planície, onde o profeta se isola para anunciar novos valores, afirmando a superação como gesto criador. Já Byung-Chul Han evoca a montanha como imagem da contemplação e do silêncio, contrapondo sua verticalidade serena à aceleração incessante e horizontal da vida contemporânea. 


É a partir desse campo simbólico que A Montanha reúne pesquisas que operam em diferentes materialidades e linguagens, mas compartilham a ideia de tensão, elevação, peso e resistência como motores de pensamento e forma. 

 

Sobre oa artistas 

Aominé (Renan Aguena) (Brás de Pina,  RJ 1996) Vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Campinas.Auto-didata e morador da Zona Norte do Rio de Janeiro. Pesquisa o subúrbio carioca, sua complexidade cultural e social, as políticas cotidianas, as ferramentas que o povo suburbano utiliza para a subversão da vida. Utiliza a abstração em sua obra, buscando sinalizar o quão profundo e diverso é o subúrbio do Rio de Janeiro cujos fragmentos ele retrata em pintura, também muito influenciado pelo samba, o funk e o rap. É também músico e compositor, encontrando em seus textos e títulos, um caminho para ampliar a construção de seu imaginário artístico. Em sua pesquisa também questiona as estruturas de arte dentro da própria cidade do Rio de Janeiro, refletir sobre a concentração em certos territórios em detrimento de outros, as vezes como sintoma de falta de valorização de territórios e perda histórica de legados importantes. 

 

Augusto Portella (1992), vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduou-se em Comunicação Social pela PUC-Rio em 2016 e, em seguida, aproximou-se dos estudos de arte. A partir de 2020, passa a se dedicar à prática da pintura. Sua obra se destaca por referências à história da arte e ao processo de criação pictórica. Nos retratos, Portella aborda relações de poder, mas de forma subversiva e sutil, de modo que o poder não é exaltado, mas desfeito. Pinta figuras políticas e ditadores, em que os posiciona em estados de quase vulnerabilidade, revelando um falso empoderamento, ou uma ânsia por poder que nunca se concretiza. Essa abordagem cria uma reflexão sobre autoridade e a fragilidade por trás de suas representações. As paisagens de Portella, apesar de sutis e aparentemente tranquilas, trazem uma sensação de que algo está por acontecer — um turbilhão, uma mudança iminente. Essa tranquilidade se revela, na verdade, ilusória, propositalmente construída para provocar inquietude. 

 

Diana Mota (São Paulo, 1985) é uma artista visual cujo a prática faz referência à sua jornada espiritual por meio da astrologia e da filosofia da Cabala. Originalmente uma pintora figurativa, Motta direcionou sua pesquisa para a abstração ao começar a questionar a relação entre corpo e espírito. A transparência e a translucidez das cores em suas obras evocam o véu sutil que separa nossos corpos físicos do mundo espiritual. No jogo entre materialidade e técnica, ela encontra o contraste entre espiritualidade e sensualidade. O corpo, assim, torna-se um veículo para o espiritual. 

 

Eduardo Nazarian (São Paulo, Brasil, 1978) é artista visual que desenvolve uma pintura marcada pelo uso de pigmentos naturais, terras e elementos orgânicos. Sua prática investiga a relação entre corpo e ambiente, criando superfícies que oscilam entre densidade e transparência, gestualidade e silêncio. A paleta terrosa e a textura mineral aproximam o trabalho de um estado primordial, em que a pintura deixa de ser apenas representação para se tornar presença física e sensorial. 

 

Luiz Gallina (São Paulo, Brasil, 1953) Vive em Brasília desde 1968. Formado em Comunicação Social (1975), é mestre em Poéticas Contemporâneas pela UnB (2004), onde leciona desde 1994, tendo recebido o título de Notório Saber. Artista visual premiado, participou de salões e coletivas nacionais como o MAM-SP, MAC-GO e Museu Nacional da República. Realizou exposições individuais em espaços como Alfinete Galeria. Referência Galeria, Espaco Piloto UnB e Galeria Pé Palito. Sua obra transita entre a exatidão poética e a imanência da natureza, revelando uma pintura que transcende o visual e celebra a vida com profundidade estética e sensível. 

 

Mavi Accorsi  (Londrina, Paraná, 1998) e vive em São Paulo. Licenciada e bacharel em Artes Visuais pela FAAP, pesquisa a criação como experiência ontológica de corpo e percepção. Seu trabalho envolve palavra, gesto, cor e memória, entendendo a pintura como um corpo que transforma e se transforma. apresenta uma pintura que se organiza por camadas e tensões internas, ativando o gesto e a cor como procedimentos de pensamento e sugerindo a montanha como estado de concentração, silêncio e duração. Na exposição “A Montanha”, a artista apresenta uma pintura que se organiza por camadas e tensões internas, ativando o gesto e a cor como procedimentos de pensamento e sugerindo a montanha como estado de concentração, silêncio e duração. 

 

Moisés Patrício (São Paulo, Brasil, 1984) é artista visual, vive e trabalha em São Paulo. Conhecido por criar obras que exploram a rica herança cultural e as tradições da cultura afro-brasileira. Transita por diferentes técnicas em suas obras, como pintura, desenho, escultura e instalação, e muitas vezes incorpora materiais naturais e elementos simbólicos em suas criações. Suas obras são influenciadas por sua própria experiência pessoal e cultural, bem como por sua pesquisa histórica. Entre os temas que aborda em suas obras, estão questões relacionadas à identidade, religiosidade, ancestralidade e resistência. Artista de profunda relevância no cenário da arte afro-brasileira, tem participado de exposições e 

 

 

eventos no Brasil e em todo o mundo. Uma característica significativa de seu trabalho é a alusão ao candomblé, para quem o sagrado passa pelo corpo e seu potencial manual. Seus trabalhos integram permanentemente importantes coleções públicas, como a da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu Afro-Brasil; Museu da Abolição; Centro de Referência da cultura Afro-Brasileira, (Recife, PE); o Museu de Arte do Rio, entre outros. Em 2025 participou da 36ª Bienal de São Paulo e em 2026 é um dos selecionados da Trienal Frestas, em Sorocaba.  

 

Renan Andrade (Rio de Janeiro, Brasil, 1995) é um artista visual cuja prática se desenvolve entre a pintura a óleo e as instalações, explorando temas relacionados à memória e aos afetos. Sua pesquisa parte da pintura como um lugar de escuta — um espaço em que a memória pode ser reorganizada, as ausências elaboradas e os afetos sustentados. O artista trabalha com fragmentos do cotidiano — cenas corriqueiras, fotografias de família e restos de conversa — para construir imagens que não buscam representar o real, mas tensionar o que permanece e o que falta.Na exposição “A Montanha”, o artista apresenta duas pinturas em pequeno formato sobre tela, articuladas com elementos em madeira que expandem o campo pictórico para o espaço. Em uma delas, a montanha se configura como imagem central contida por uma estrutura quase arquitetônica, onde tela e madeira se integram como abrigo e moldura simbólica. 

 

R. Trompaz (São Paulo, Brasil, 1988), R. Trompaz (São Paulo), é artista visual, designer e ilustrador. Graduado em Design Gráfico pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Trompaz utiliza a arte como meio de expressão e crítica social, dando voz às camadas menos favorecidas, através do projeto Segregação Social Geograficamente Escancarada (SSGE), que reflete questões socioambientais em um contexto de moradia e deslocamento urbano, tensionando arte, política e espaço social. Entre suas exposições individuais, estão: Fuligem (Massapê Projetos); Saudações, Milton! (Galeria Karla Osorio), Jornal do Mundo (Galeria Martins&Montero), R. Trompaz (Galeria São Paulo Flutuante), dentre outras. E coletivas: Abre Alas 20 (A Gentil Carioca); Trienal de Tijuana: 2. Internacional Pictórica (CECUT, México), Hecho en Brasil: Arte actual brasileño (Imaginario Galeria, Argentina), A Retomada (QUASE), Pipoca (Galeria NONADA SSA), Dimensão Cidade (Casa das Rosas), Cadernos de Artista (Lona Galeria), Instabilidade Fundamental (OMA Galeria), Até Onde a Vista Alcança (Lateral Galeria), dentre outras. 

 

Samara Paiva (Manaus, Amazonas, Brasil, 1995) é pintora autodidata, sua pesquisa se desenvolve a partir da pintura figurativa, tem como prática abordar temáticas como intimidade, ambiente doméstico, vulnerabilidade e investigar como o corpo negro é lido física e socialmente. Sua mídia principal é a tinta óleo, porém possui experimentações com o desenho. Em seus trabalhos destacam-se características como construção de camadas, baixo contraste e cores escuras, para a artista essas são ferramentas de familiaridade e liberdade para o ser negro. Em 2022, foi selecionada para participar dos Programas Good Black Art e Ventre da Galeria HOA, exposição LANCE no CCSP, e SP- Arte Rotas Brasileiras. 

 

Sobre a galeria 

Criada em 2017, a galeria Karla Osorio atua para inserção de artistas contemporâneos no mercado e na cena institucional. 


Privilegia a produção mais inovadora em arte, com programa de exposições temporárias que fomenta várias linguagens e técnicas. Representa artistas brasileiros e estrangeiros. Participa de feiras de arte, sendo a única galeria de Brasília em algumas das melhores feiras do mundo em cidades como Abu Dhabi, Basiléia, Chicago, Londres, Cidade do México, Miami, Nova Déli, Nova York, Punta (Uruguai), Viena, além de Rio de Janeiro e São Paulo. Apoia pesquisas e projetos inovadores, tem programa de cursos, palestras, parcerias com outros espaços e instituições, além de intervenções no espaço público. Desenvolve projetos com curadores visitantes e oferece residência artística com atelier, em espaço privilegiado. Atua também no mercado secundário. Além da sede em Brasília, amplo espaço expositivo no Lago Sul, com pavilhões e área externa, possui filial em São Paulo inaugurada em abril de 2025. 

 

Service

A MONTANHA, exposição coletiva 


Galeria Karla Osorio

Rua França Pinto, 1100 loja 1 térreo – Vila Mariana / São Paulo - SP  


Abertura, sábado, dia 7 de fevereiro, 11-15h 

Em cartaz até 31 de março de 2026 


Visitação: segunda 14-19h, terça a sexta, 10-19h, sábados 10-17h  A entrada é gratuita 

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