Exposição "Bandeira Branca" de Luana Vitra
Exhibition
- Nome: Exposição "Bandeira Branca" de Luana Vitra
- Abertura: 05 de setembro 2026
- Visitação: até 31 de janeiro 2027
Local
- Local: Pinacoteca
- Online Event: No
- Endereço: Praça da Luz, 2, Luz - São Paulo, SP
Pinacoteca de São Paulo inaugura instalação inédita de Luana Vitra no projeto Octógono
A artista mineira apresenta “Bandeira Branca” na Pina Luz, fruto de uma parceria com a CHANEL
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, apresenta a obra Bandeira Branca, da artista visual Luana Vitra, no Projeto Octógono, espaço central do edifício Pina Luz. Com curadoria de Pollyana Quintella, a mostra exibe uma instalação monumental concebida especialmente para o local, com abertura ao público marcada para 5 de setembro.
Em Bandeira Branca, Luana Vitra parte das terras-raras, conjunto de dezessete elementos químicos decisivos para as tecnologias que organizam o mundo contemporâneo, da transição energética às comunicações, para refletir sobre as continuidades entre extrativismo, colonialismo e as formas de vida que deles emergem.
“Aqui, a matéria mineral funciona como registro de processos que costumam se manter invisíveis, nos levando a observar o que sustenta a cadeia produtiva da tecnologia contemporânea. Ao suspender um arco sobre uma bandeira que nunca se rende de fato, a artista parece recusar tanto a solução quanto a derrota; a obra permanece em estado de uma espécie de trégua provisória, como esse presente que habitamos. Afinal, quem controla a matéria, controla o tempo por vir”, analisa Pollyana Quintella, curadora da Pinacoteca.
A obra Bandeira Branca conta com o patrocínio da CHANEL. Desde 2025, Pinacoteca e CHANEL desenvolvem em parceria um programa anual de residência dedicado a capacitar e impulsionar a trajetória criativa de mulheres artistas. A cada ano, a residência seleciona uma artista mulher de destaque — trabalhando em qualquer disciplina ou linguagem —, oferecendo a ela mentoria dedicada por meio dos Art Partners da CHANEL e uma plataforma para aprofundar sua prática.
A residência conta com uma exposição individual dedicada na Pinacoteca, proporcionando visibilidade e suporte fundamentais para as vozes criativas femininas. O projeto estreou no ano passado com a artista Juliana dos Santos (1987, São Paulo), que expôs Temporã na Pina Contemporânea.
Nascida em um estado atravessado por séculos de economias mineradoras e extrativismo, Vitra se interessa pelas propriedades concretas dos minerais, sua capacidade de conduzir, pesar, proteger, contaminar ou resistir, e pelas histórias que essas matérias condensam. Ferro, cobre e chumbo são, ao mesmo tempo, elementos físicos e signos de processos extrativos, industriais, coloniais e espirituais. Ao mobilizá-los, Luana Vitra aproxima corpo e território, sugerindo que a exposição humana está inscrita em uma matéria mineral mais ampla, feita de memória, violência, energia e transformação.
“Bandeira Branca é uma obra onde penso sobre as guerras que foram travadas no passado, as que estamos vivendo agora e as que ainda estão por vir. Elas são essencialmente materialistas: a matéria é o objeto de desejo, é através das matérias que se conquista, e a matéria é o prêmio do vencedor. Se pensarmos nos conflitos coloniais, foi o domínio da pólvora que nos levou a esse desenho de mundo que temos hoje, ao mesmo tempo é o desejo pelas matérias que desenha os maiores desastres do nosso futuro. Nessa instalação, me relaciono especificamente com as terras-raras, esse conjunto de dezessete elementos que condensa o tempo de tudo que vivemos e nos lança a uma malha de reflexão do por vir. Ter uma bomba-relógio nas mãos é também ter uma máquina do tempo, que pode nos ajudar a imaginar qual a trégua possível para essa luta que a tanto tempo travamos entre nós e contra a terra”, explica Luana Vitra.
SOBRE A ARTISTA
Luana Vitra (Contagem, MG, 1995) é uma das vozes mais singulares de sua geração na arte brasileira. Ela investiga a relação entre os reinos mineral, humano e espiritual, tratando os materiais não apenas como suporte estético, mas como corpos dotados de memória, carga histórica e capacidade de cura. Com participação na 35ª Bienal de São Paulo (2023) e mostras individuais no Instituto Inhotim e no Museu Paranaense (MUPA), foi vencedora do Prêmio PIPA (2023) e contemplada com o Prince Claus Seed Award (2022). Seus trabalhos integram acervos institucionais como o da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte da Pampulha e do Instituto Inhotim.
SOBRE O PROJETO OCTÓGONO
Inaugurado em 2003 na Pina Luz, o Projeto Octógono Arte Contemporânea é um programa do museu dedicado à apresentação de intervenções e instalações de escala monumental, encomendadas ou adaptadas para o espaço. A área surgiu com a reforma do prédio no final dos anos 1990, idealizada pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Colonelli, que transformou o antigo teatro de arena — utilizado desde os anos 1970 para ensaios, cursos de modelo-vivo, música e performances — em um vão de 200 m² e 15m de altura. Ao longo de suas duas décadas de atividade, o espaço recebeu projetos de artistas brasileiros e internacionais. Entre as apresentações históricas, estão trabalhos de Mario Merz (2003), Leonilson (2003), Lygia Clark (2006), Carlito Carvalhosa (2010), Olafur Eliasson (2011) e Alberto Giacometti (2012). Nos últimos anos, o projeto abrigou intervenções de grande escala, como a série de ruínas de Adriana Varejão (2022), instalações site-specific de Dalton Paula (2022), Mônica Ventura (2025) e Cristina Salgado (2026).
SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO
A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.
Sobre o CHANEL Culture Fund
O CHANEL Culture Fund fomenta uma rede vibrante de criadores e inovadores para impulsionar as ideias que moldam a cultura no mundo todo. Seus principais programas incluem o CHANEL Art Partners, instituições cujos líderes recebem apoio para o desenvolvimento de iniciativas inovadoras e de longo prazo que trazem inovação ao cenário cultural. O CHANEL Next Prize celebra artistas e impulsiona seus futuros sucessos por meio de acesso a recursos e mentoria. Já o podcast CHANEL Connects amplifica as vozes de lideranças de pensamento de diversas disciplinas, gerações e geografias — abordando as questões definidoras de nosso tempo.
Do impulso à inovação artística com tecnologia no CalArts, no sul da Califórnia, à catalisação da liberdade criativa em grande escala no Hamburger Bahnhof, em Berlim; do apoio a artistas transformadores na Bienal de Veneza à celebração dos diretores mais talentosos no British Film Institute, o CHANEL Culture Fund estende um século de compromisso com as artes e defende a audácia criativa em prol de um futuro melhor.
Serviço
Bandeira Branca
Parceria em Chanel
Em cartaz de 5 de setembro até 31 de janeiro
Pinacoteca de São Paulo
Edifício Pina Luz
Praça da Luz, 2 - Tel: (11) 3324-1000
Quarta a segunda, das 10h às 18h
Acesse
pinacoteca.org.br
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@pinacotecasp