Exposição "Cavalinhas e Falésias" de Carolina Colichio
Exhibition
- Nome: Exposição "Cavalinhas e Falésias" de Carolina Colichio
- Abertura: 12 de setembro 2026
- Visitação: até 03 de novembro 2026
- Gallery: Marília Razuk Gallery
Local
- Local: Galeria Marilia Razuk
- Online Event: No
- Endereço: Rua Jerônimo da Veiga, 131, Itaim Bibi - São Paulo, SP
Individual de Carolina Colichio na Galeria Marilia Razuk
Artista apresenta em “Cavalinhas e Falésias” obras feitas pela primeira vez em alumínio fundido. Mostra também integra um conjunto de exposições do segundo semestre da galeria dedicado à produção artística latino-americana, com destaque especial para o trabalho de mulheres de projeção internacional
A partir de 12 de setembro, a Galeria Marilia Razuk será preenchida com o mais novo trabalho de Carolina Colichio. Intitulada “Cavalinhas e Falésias”, a mostra apresenta peças produzidas em alumínio fundido – técnica utilizada pela primeira vez por Colichio – coordenadas com processos que já pautam suas criações como a cerâmica, a porcelana, os esmaltes e o milenar método de pintura, a encáustica. Colichio transita entre escultura, pintura e instalações e tem sua pesquisa artística criada a partir da prática diária de observação e do deslocamento entre a cidade e a natureza, investigando as conexões sutis entre o ambiente urbano e o tempo profundo do planeta.
Em “Cavalinhas e Falésias”, com texto crítico de Pollyana Quintela, as superfícies porosas e crateradas das obras feitas em alumínio fundido, remetem tanto à erosão das rochas quanto a formação de corais, como explica Pollyana: “as peças funcionam como pequenas topografias autônomas, capazes de evocar ao mesmo tempo um fragmento de falésia, um recorte de placa tectônica, a marca de um impacto ou até um destroço lunar, sem origem certa, como se tivessem pousado ali vindas de outro tempo ou de outro lugar.”
A cavalinha, uma das plantas mais antigas do planeta, remonta ao período Carbonífero, há mais de trezentos milhões de anos e ainda possui o mesmo aspecto escultural e minimalista, lembrando um pequeno bambu ou até mesmo um aspargo. Colichio exibe essa planta ao lado de seus brotos reais, transformando a própria peça em um lugar onde uma espécie ancestral cresce sobre um solo que já é, ele mesmo, ficção geológica. Em outros cenários na mostra, reconhecidas conchas, remetem a rochas; hastes de porcelana se aglomeram no teto e descem em cachos até se desfazerem nas pontas em finas gavinhas de metal; folhas são fósseis e brotos de samambaia se confundem com criaturas marinhas.
Assim é o trabalho de Carolina Colichio: uma viagem no tempo, mas não apenas no tempo já reconhecido e historiado da civilização humana, mas em um tempo antes, das primeiras formas de vida marinha, organismos moles e sem esqueleto que precedem em centenas de milhões de anos qualquer concha ou vértebra. “A produção de Carolina Colichio se instala exatamente na dobra em que o efêmero e o geológico se tocam, e onde, por um instante, o visitante pode sentir sob os pés o peso de um tempo maior, que não é o seu, mas que o constitui”, finaliza Pollyana Quintela.
Sobre a artista
Carolina Colichio é uma artista visual que trabalha com pintura, escultura e instalações. Sua produção parte de escuta atenta da matéria, fazendo imagens e formas brotarem de uma prática diária de observação, fabulação e tradução que retorna à materialidade. Nos deslocamentos entre cidade e natureza, sua poética encontra campo fértil para o encantamento, criando híbridos escultóricos que não se deixam nomear facilmente, gerando estranhamentos ao mesmo tempo que tocam algo de familiar — memórias sensoriais que evocam tempos anteriores ao reconhecimento do mundo. Carolina propõe arqueologias ficcionais, nos revelando criaturas habitantes das zonas de fusão entre o orgânico e o mineral, como se tivessem sido depositadas por fluxos geológicos ancestrais, de várias eras.
As experimentações que desenvolve com cerâmica, porcelana, esmaltes e cera de abelha não só ampliam seu vocabulário de materiais — tendo partindo da aquarela no início de seu percurso artístico —, mas também reiteram a presença de um tempo profundo na composição de suas obras, e um espaço para especulações que emaranham passado, presente e futuro. São organismos de um mundo que já foi mar, criaturas que sugerem a existência de rios soterrados sob as cidades, ancestrais marinhos ou vegetais nos fósseis de um longo agora do qual a humanidade é apenas o milionésimo de segundo.
Galeria Marilia Razuk
Com mais de 30 anos de história e contribuição para o mercado de artes nacional, a Galeria Marilia Razuk, com dois endereços na capital paulista, apresenta individualmente um espaço plural, com boa circulação e com capacidade de abrigar os mais diversos projetos expositivos. Divulgar, promover e difundir a produção contemporânea de artistas consagrados e emergentes, fazem parte da premissa de sua fundadora, Marilia Razuk. As galerias homônimas promovem exposições onde a diversidade criativa se destaca. Individuais ou coletivas, artistas brasileiros ou de outras nacionalidades, compõem o time de artistas que permeiam o calendário anual de mostras das galerias.
Serviço
Cavalinhas e Falésias
Abertura: 12 de setembro – às 11h
Período expositivo: 14 de setembro a 3 de novembro
Local: Galeria Marilia Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131, Itaim Bibi, São Paulo
Horário: Segunda a sexta, das 10h30 às 19h | Sábado, das 11h às 16h
Entrada gratuita
@galeriamariliarazuk