Exposição coletiva "Fio condutor"
Exhibition

Exposição coletiva "Fio condutor"

Exhibition

  • Nome: Exposição coletiva "Fio condutor"
  • Abertura: 31 de março 2026
  • Visitação: até 25 de abril 2026

Local

  • Local: Galeria Apartamento 61
  • Online Event: No
  • Endereço: Rua João Moura, 100 – São Paulo, SP

Entre artistas e designers, a mostra Fio condutor reúne mais de 30 mulheres na Apartamento 61


Com curadoria de Ruy Teixeira e Marina Dias Teixeira, a exposição estabelece diálogos entre obras de arte e peças de mobiliário de diferentes épocas, linguagens e técnicas

 

   

No encerramento do mês internacional da mulher, a galeria Apartamento 61 abre as portas de sua residência modernista para uma ocupação de arte e design inteiramente feminina. Intitulada Fio condutor – com curadoria do fotógrafo Ruy Teixeira e da editora e jornalista de arte Marina Dias Teixeira – a exposição apresenta um conjunto de peças de mobiliário assinadas por designers modernas e contemporâneas ao lado de obras de arte por artistas de diferentes gerações.  

 

Em cartaz do dia 31 de março a 25 de abril, Fio condutor reúne criações de mais de 30 mulheres, cujas produções são marcadas por múltiplas práticas, técnicas e materiais. Do artesanal ao industrial, do pictórico ao fotográfico, da trama ao metal, os trabalhos nos convidam a refletir sobre as inúmeras possibilidades de invenção, sensibilidade e prática dos nomes apresentados.  

 

No campo do design, vale destacar as modernas Lina Bo Bardi e Janete Costa e as contemporâneas Luciana Martins, Etel Carmona e Ines Schertel. Já entre os trabalhos artísticos, as estabelecidas Ana Maria Tavares e Lidia Lisbôa encontram a companhia das mais jovens, como Rebeca Carapiá e Érica Magalhães. Entre as obras de arte apresentadas, duas foram comissionadas especialmente para a exposição: uma fotografia de Lenora de Barros, em tributo à artista Grete Stern, e uma escultura em cerâmica de grande formato de Paula Juchem, posicionada no jardim da galeria.  

 

Nas palavras dos curadores: “A energia que circula pelo fio condutor que interliga essas criadoras – sejam de pinturas, esculturas ou mobiliário – celebra suas trajetórias em suas infinitas possibilidades. O resultado é uma casa imaginada em que o feminino não é relegado ao lar por papéis determinados pela sociedade patriarcal, mas é o motor construtivo por trás de cada elemento material e poético de um diálogo doméstico entre criações do campo da arte e do design.” 

 

O projeto se insere na programação paralela à SP-Arte, feira da qual a Apartamento 61 participa há 9 anos no setor de design. Indo além do rigoroso trabalho com mobiliário brasileiro, a galeria tem mostrado sua vocação expositiva, ao receber projetos que borram as fronteiras entre trabalhos artísticos e peças de design. A casa histórica, projetada em 1939 pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret e reformada em 1960 por Rino Levi, já recebeu mostras como Perfis Imaginários (2022), A Casa de Alguém (2023), Lúdico (2023) e Qualquer Forma é Outra Forma (2025). 

 

Segundo Vivian Lobato e André Visockis, fundadores da galeria: “Fio condutor nasce do interesse em aproximar práticas que sempre estiveram em diálogo, mas nem sempre foram apresentadas juntas. Ao reunir essas artistas e designers, buscamos construir uma leitura em que arte e mobiliário compartilham o mesmo campo de presença e pensamento. A exposição parte do reconhecimento de que muitas dessas trajetórias sempre estiveram presentes, ainda que nem sempre visíveis.” 

  

SOBRE OS CURADORES 

Nascido em São Paulo em 1957, Ruy Teixeira radicou-se na Itália de 1987 até 2012, ano que marca sua volta ao Brasil. Ainda em território brasileiro, desenvolveu sua produção como repórter fotográfico e, com a mudança para a Itália, dedicou-se à moda e depois à arquitetura, à arte e ao design – campos nos quais encontrou sua principal vocação. Ruy publicou uma extensa lista de livros de arte, design e arquitetura, entre eles: Grandi Legni, com Andrea Branzi; Ovo Design; Desenho da Utopia, com Jayme Vargas; Studio Palma, com a Galeria Nilufar; entre(tempos): Casa Zalszupin e Caderno de Design, Arquitetura e Arte, com Lissa Carmona; O Design da Forma, com Ruy Ohtake; Gregory Warchavchick, com Jayme Vargas; Jean Gillon, com a Galeria Passado Composto Século XX; Alguém passa por aqui e deixa alguma coisa, com Marina Linhares; e o vencedor na categoria Artes do Prêmio Jabuti 2018, Arte Popular Brasileira: Olhares Contemporâneos, com Vilma Eid e Germana Monte-Mor. 

 

Editora, jornalista e articuladora cultural, Marina Dias Teixeira é formada em Estudos Culturais e de Mídia pela Universidade de Arte de Londres (UAL). Com mais de 10 anos de experiência no circuito da arte contemporânea, já integrou as equipes da Fundação Bienal de São Paulo, Sotheby’s Brasil e SP–Arte. Entre 2021 e 2025, foi diretora de projetos da Act Arte, onde editou cerca de 20 livros de arte e design, entre eles boa forma gute form: design no Brasil 1947–68 (2021) e entre(tempos): Casa Zalszupin (2022), além de coordenar projetos de exposições institucionais e pesquisas sobre o mercado da arte. Desde 2020, colabora com veículos de arte, design e arquitetura como Casa Vogue e CASACOR. Em paralelo, pesquisa teorias decoloniais e a produção de artistas afro-diaspóricos. 

  

SOBRE A APARTAMENTO 61 

Fundada em 2014 por Vivian Lobato e André Visockis, a Apartamento 61 é uma galeria transdisciplinar dedicada ao mobiliário moderno brasileiro e à produção contemporânea. Sua atuação baseia-se em uma pesquisa histórica rigorosa, voltada à preservação e à difusão do design do século XX, ao mesmo tempo em que desenvolve um programa curatorial que articula arte, design e arquitetura. Instalada em uma residência modernista singular — projetada em 1939 pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret e reformada em 1960 por Rino Levi — a galeria propõe uma experiência imersiva, na qual obras e espaço constroem narrativas sobre o design e a arte no Brasil. 

 

TEXTO CURATORIAL NA ÍNTEGRA: FIO CONDUTOR 

Uma polifonia de vozes invade os cômodos dessa casa modernista. Materializadas em obras de arte e peças de design, elas assumem roupagens distintas: cerâmica, ferro, lã, madeira, vime, latão, acrílico, inox, linho, borracha, concreto, porcelana, botões, cabaças, papel... Uma multiplicidade de técnicas, referências e intenções que, em conjunto, entoam um coro afiado regido pelo nosso olhar curatorial.  

 

O convite a cada nome para compor essa orquestra visual – com seu tom, história, formação – é resultado de uma escolha afetiva, intuitiva, estética e, principalmente, afirmativa. A asserção que toma corpo nesta mostra é uma resposta ao questionamento acerca do apagamento feminino na história hegemônica da arte e do design: no passado e no presente, as mulheres ocupam, sim, esses espaços de fazer com maestria, técnica e singularidade. Na partitura aqui delineada, a dinâmica musical atingida por esse coro de artistas e designers é forte, fortissima. 

 

A energia que circula pelo fio condutor que interliga essas criadoras – sejam de pinturas, esculturas ou mobiliário – celebra suas trajetórias em suas infinitas possibilidades. O resultado é uma casa imaginada em que o feminino não é relegado ao lar por papéis determinados pela sociedade patriarcal, mas é o motor construtivo por trás de cada elemento material e poético de um diálogo doméstico entre criações do campo da arte e do design.  

 

Um encontro inédito entre uma Poltrona Bowl de Lina Bo Bardi, um cavalete de Claudia Moreira Salles, uma fotografia de Lenora de Barros e um biombo de Etel Carmona dá as boas-vindas na entrada. Mais adiante, artistas jovens (Rebeca Carapiá, Érica Magalhães e Mônica Ventura, entre outras) e estabelecidas (como Niobe Xandó, Ana Maria Tavares, Lidia Lisbôa) tecem conversas com designers tanto contemporâneas (a exemplo de Luciana Martins, Baba Vacaro e Inês Schertel) quanto modernas (vide Janete Costa). Entre os objetos reunidos, duas obras comissionadas, de Paula Juchem e Lenora de Barros, trazem novas nuances a essa reunião insólita. 

 

Longe de querer dar conta de sanar as lacunas mencionadas acima, as mais de trinta mulheres aqui apresentadas, entre artistas e designers, constituem uma parcela relevante, porém modesta, de uma produção vibrante, diversa e profícua. Sigamos o fio que elas conduzem.    

 

Ruy Teixeira e Marina Dias Teixeira 

São Paulo, março 2026 


Service 

Apartamento 61 

Rua João Moura, 100 


Em cartaz de 31 de março a 25 de abril 

Abertura: 31 de março, das 17h às 21h 


De segunda a sexta das 10h às 18h | Sábado das 10h às 14h 

Free entry 

  

Lista de artistas e designers 

Adriana Frattini 

Ana Maria Tavares 

Ana Neute 

Baba Vacaro 

Bianca Barbato 

Bruna Octaviano 

Camila Fix e Flávia Pagotti Silva (Plataforma 4) 

Carol Gay 

Claudia Moreira Salles 

Cris Bertolucci 

Elisa Arruda 

Érica Magalhães 

Esther Faingold 

Etel Carmona 

Fernanda Barretto (Oficina Umauma) 

Ines Schertel 

Janete Costa 

Lenora de Barros 

Lia D Castro 

Lidia Lisbôa 

Lina Bo Bardi 

Linda Martins 

Luciana Martins (,ovo) 

Maria Lira Marques 

Mariana Ramos (Estúdio Rain) 

Mariana Schmidt 

Monica Ventura 

Nádia Resende 

Niobe Xandó 

Olga Treivas 

Paola Muller 

Paula Juchem 

Rebeca Carapiá 

Regina Dabdab 

Tati Freitas 

Vivi Rosa 

Vivian Coser 


Qual a forma que gostaria de assinar
nosso conteúdo?

Artsoul Comunicação Digital LTDA | CNPJ: 29.752.781/0001-52

Escritório: Rua Quatá, 845 - Sala 2, Vila Olímpia, São Paulo, SP, 04546-044