Exposição coletiva “Macunaíma é Duwid”
Exhibition
- Nome: Exposição coletiva “Macunaíma é Duwid”
- Abertura: 28 de março 2026
- Visitação: até 13 de setembro 2026
Local
- Local: Edifício Pina Estação
- Online Event: No
- Endereço: Largo General Osório, 66, Santa Efigênia – São Paulo, SP
Macunaíma é Duwid
“Macunaíma é Duwid” é uma exposição coletiva que revisita criticamente a obra Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade, a partir de um conjunto artístico e documental do modernismo brasileiro, em diálogo com produções de artistas indígenas contemporâneos.
Com cerca de 100 itens, entre pinturas, gravuras, esculturas e documentos, a exposição conta com trabalhos de artistas e pensadores dos povos do norte do Brasil, integrantes das etnias Wapichana, Makuxi, Tauperan, Akawaio e Patamona. A obra de Mário de Andrade, que completa 100 anos em 2028, teria se inspirado em Duwid – força criadora do mundo nas tradições de diversos povos – para escrever Macunaíma, personagem que se consagrou como herói da literatura modernista.
SALAS E OBRAS
A primeira sala da mostra, “Mário de Andrade, o artista. Macunaíma, a ficção”, se dedica a pensar criticamente o modo como o modernismo brasileiro tomou posse de Macunaíma, e de como Mário de Andrade e suas construções de imaginários vem influenciando gerações desde o século 20. Ali estão obras de artistas célebres do modernismo brasileiro, como Carybé e Lasar Segall, documentações do cinema, trechos de versões de Macunaíma ao longo do tempo e desenhos realizados por Mário de Andrade.
A segunda sala da mostra, “Antibatismo de Duwid e pussanga da pedra”, trata das respostas às tentativas de catequização cultural decorrentes do processo colonial. Antibatismo, nesse contexto, significa dar um passo atrás – um passo de Duwid – para olhar para aquilo que foi renomeado/batizado. A sala parte da fricção entre imagens muito conhecidas da história da arte, como o Evangelho nas selvas (1893), de Benedito Calixto, em contato direto com trabalhos que colocam em cheque a ideia de batismo, como a obra “Antibatismo de Makunaimî e pussanga de pedra” (2019-22), de Gustavo Caboco, também curador da exposição.
Na terceira sala estão obras resultado do grupo de estudos Ajuri, formado no segundo semestre de 2024. O grupo reuniu pensadores, artistas, pesquisadores e ativistas indígenas de Roraima, com o objetivo de definir conceitualmente a exposição. Os trabalhos expostos trazem um reconhecimento de como esses grupos se enxergam dentro de suas próprias narrativas.
MAIS INFORMAÇÕES
A exposição tem curadoria do artista e ativista indígena Gustavo Caboco com acompanhamento de Thierry Freitas.
Classificação Livre.
ACESSIBILIDADE
A exposição possui os seguintes recursos acessíveis:
Caderno com textos de parede em fonte ampliada
QR Code com versão em áudio em português e inglês dos textos de parede em português e inglês
Visitas acessíveis
Para visitas educativas utilizando recursos multissensoriais, é possível agendar com a equipe educativa por meio da plataforma de agendamento, telefone 11 3324.0945 ou e-mail educaespecial@pinacoteca.org.br.
Acessibilidade no museu
A Pinacoteca reafirma seu compromisso com os Direitos Humanos e Culturais, a Diversidade e a Inclusão Social. Defendemos o respeito, a escuta e a valorização de todas as pessoas.
Saiba mais sobre acessibilidade na Pina na página.
SERVICE
Local: edifício Pina Estação (4º andar)
Data: de 28 de março até 13 de setembro de 2026
Endereço: Largo General Osório, 66, Santa Efigênia
Horário de funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h). Sábados e segundos domingos do mês gratuitos.