Exposição coletiva "Mineral"
Exhibition
- Nome: Exposição coletiva "Mineral"
- Abertura: 18 de março 2026
- Visitação: até 22 de maio 2026
Local
- Local: OÁ Galeria
- Online Event: No
- Endereço: Avenida Cezar Hilal, 1180, Loja 09, Praia do Suá – Vitória, ES
Mineral: coletiva apresenta obras de seis artistas que exploram o universo mineral como linguagem e campo de experimentação artística
A OÁ Galeria, em Vitória, inaugura no dia 18 de março, às 18h, a exposição coletiva "Mineral", reunindo trabalhos de Hilal Sami Hilal, Isabela Frade, João Coser, Marcos Martins (in memoriam), Natan Dias e Paulo Vivacqua. A mostra permanece em cartaz até 22 de maio, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h.
Partindo da ideia de uma "geologia como linguagem", a exposição apresenta obras que investigam as relações entre matéria, tempo e transformação. Argila, pedra, aço, cobre e plástico reciclado aparecem como elementos centrais nas pesquisas dos artistas, revelando processos de sedimentação, fricção e deslocamento que atravessam tanto a natureza quanto a experiência humana.
A mostra reúne esculturas e instalações que exploram diferentes formas de relação entre gesto, materialidade e espaço. Em alguns trabalhos, estruturas modulares e sistemas abertos apontam para processos contínuos de montagem e transformação. Em outros, vibrações e ressonâncias tornam perceptíveis dimensões sensoriais da matéria que normalmente passam despercebidas.
Mais do que abordar a natureza como tema, "Mineral" propõe pensar a matéria como um campo de encontro entre corpos, histórias e temporalidades distintas. A exposição aproxima o tempo profundo das formações geológicas do tempo presente da ação humana, convidando o público a refletir sobre os modos contemporâneos de habitar o mundo.
carne do chão, 2026
Para além do brilho, o que resta é a derme de um ecossistema que se recusa a ser apenas paisagem. Estas peças não são objetos; são peles de passagem.
O que se apresenta é a matéria em estado de erupção, superfície que conserva a memória de um resfriamento brusco, como uma epiderme cicatrizada após o trauma do fogo.
Há um peso geológico nestas crostas, como se tivessem sido arrancadas de um tempo profundo para agora recobrirem a fragilidade do que insiste em viver.
A argila do mangue, atravessada pela fúria do forno, transmuta-se e deixa de ser chão para tornar-se pele. O brilho não é ornamento, mas exsudação, uma secreção mineral que sela a história do território sob uma lâmina de luz.
São membranas que tensionam a distância entre o orgânico e o mineral. Não se oferecem como paisagem, mas como contato.
Não é apenas cerâmica; é prótese de terra. Um convite a sentir o que resta de um sistema vivo quando ele decide petrificar a própria sensibilidade para sobreviver ao olhar.
Service
Artistas: Hilal Sami Hilal, Isabela Frade, João Coser, Marcos Martins (in memoriam), Natan Dias e Paulo Vivacqua
Abertura: 18 de março, às 18h
Período em cartaz: 18 de março a 22 de maio
Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h
Endereço: Avenida Cezar Hilal, 1180 - Loja 09, Praia do Suá, Vitória (ES)