Exposição coletiva “Surrealismos: arte para além da razão”
Exhibition

Exposição coletiva “Surrealismos: arte para além da razão”

Exhibition

  • Nome: Exposição coletiva “Surrealismos: arte para além da razão”
  • Abertura: 18 de maio 2026
  • Visitação: até 15 de agosto 2026

Local

  • Place: Pinakotheke São Paulo
  • Online Event: No
  • Endereço: Rua Minas Gerais 246, Higienópolis – São Paulo, SP

Surrealismos: arte para além da razão


A mostra inaugural do novo espaço da Pinakotheke em São Paulo tem curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, e reunirá aproximadamente 100 obras de 60 artistas – europeus, latino-americanos, norte-americanos e caribenhos. A nova sede da Pinakotheke é uma ampla casa na Rua Minas Gerais, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias, em Higienópolis, no centro de um terreno de 700 metros quadrados, dos quais 180 m2 são de área expositiva – quase o dobro do existente na casa que abrigou a instituição no Morumbipor 24 anos – e 370 m2 de área externa, que circunda a construção.



A Pinakotheke, prestigiosa instituição de arte fundada no Rio de Janeiro por Max Perlingeiro em 1979, reconhecida pela excelência de suas exposições e publicações, abre para o público sua nova sede em São Paulo no dia 18 de maio de 2026, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, que oferecerá ao público uma vasta visão sobre as várias facetas desta vertente da arte iniciada na primeira década do século 20. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, as aproximadamente 100 obras de 60 artistas estarão dispostas em três núcleos principais: 


Artistas europeus

Alberto Giacometti (1901-1966), André Masson (1896-1987), Fernand Léger (1881-1955), Árpad Szenes (1897-1955), Francis Picabia (1879-1953), Giorgio de Chirico (1888-1978), Hans Bellmer (1902-1975), Ferdinand Desnos (1901-1958), Henry Moore (1898-1986), Jean Arp (1886-1966), Joan Miró (1893-1983), Léon Tutundjan (1905-1968), Leonor Fini (1907-1996), Marc Chagall (1887-1985), Marcel Duchamp (1887-1968), Louise Bourgeois (1911-2010), M.C. Escher (1898-1972), Max Ernst (1891-1976), Pablo Picasso (1881-1973), René Magritte (1898-1967), Salvador Dalí (1904-1989) e Victor Brauner (1903-1966).


Artistas latino-americanos

Diego Rivera (1886-1957), Roberto Matta (1911-2002), Rufino Tamayo (1899-1991), Wilfredo Lam (1902-1982), Carlos Mérida (1891-1984), Antonio Berni (1905-1981) e Grete Stern (1904-1999) e, entre eles, os brasileiros modernistas e contemporâneos – Maria Martins (1894-1973), Helios Seelinger (1888-1965), Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), Ismael Nery (1900-1934), Tarsila do Amaral (1886-1973), Flávio de Carvalho (1899-1973), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976), Cícero Dias (1907-2003), Zina Aita (1900-1967), Oswaldo Goeldi (1895-1961), Farnese de Andrade (1926-1996), Flavio-Shiró (1928), Jorge de Lima (1893-1953), Otávio Araújo (1926-2015), Sergio Lima (1939), Walter Lewy (1905-1995), Athos Bulcão (1918-2008), Tunga (1952-2016), Erika Verzutti (1971), Alex Cerveny (1963) e Claudio Cretti (1964). 


Artistas norte-americanose do Caribe 

Man Ray (1890-1976), Francesca Woodman (1958-1981), Imogen Cunningham (1883-1976) e Minnie Evans (1892-1987) e Préfète Duffaut (1923-2012).


SALAS ESPECIAIS

Haverá salas especiais para Maria Martins, com uma coleção de esculturas e gravuras produzidas entre os anos 1940 e 1950, e Louise Bourgeois, com esculturas.


VÍDEOS

Serão exibidos vídeos das artistas contemporâneas Letícia Parente (1930-1991), Lenora de Barros (1953), Kátia Maciel (1963) e Lia Chaia (1978), além de trechos dos filmes clássicos “Le Sang d'unpoète” (1932) de Jean Cocteau (1889-1963), e “Unchienandalou” (1929), de Luis Buñuel (1900-1983) e Salvador Dalí.


PERCURSO DA EXPOSIÇÃO / DESTAQUES OBRAS

No hall de entrada, o público será recebido pelos vídeos das artistas contemporâneas Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia.


No demais espaços do térreo, estarão as obras dos artistas latino-americanos e a sala especial de Maria Martins.


No segundo andar, ficarão os núcleos do Surrealismo europeu, do norte-americano e caribenho. Na área central, a sala especial de Louise Bourgeois; e em destaque as obras de Magritte –“La magienoire” (1948), guache sobre papel, e “La findu monde” (1963), óleo sobre tela –; a escultura “Mujer de pie” (1945), de Picasso, em bronze patinado dourado; a escultura “Femmedebout” (c. 1963), de Giacometti, em bronze; a pintura “O enigma de um dia” (1914), de de Chirico, pertencente ao MAC USP; o óleo sobre cartão “Configuration” (1953), de Hans (Jean) Arp; e “St. Tropez” (1937-1939), óleo sobre tela, de Picabia. No corredor seguinte, a grande xilogravura “Metamorphose” (1939-1940), de M.C. Escher, com quatro metros de comprimento. Na última sala, outro trabalho de Escher – “Bond of Union” (1956), litografia sobre papel, além de dois óleos sobre tela de Ferdinand Desnos (1901-1958): “Le lapinblanc” e “Sem título”. Neste espaço, destaque também para as obras de Salvador Dalí: a escultura em bronze “Vénus spatiale” (1984), três trabalhos da série “La suitecatalane”, de 1954, em cerâmica esmaltada – “L'etoile de mer”, “Lesfleches”e “Lespigeons”– e “The Persistence of Memory II”, em lã e colagem. E ainda a pintura “Sem título” (1956), em óleo sobre tela, de Victor Brauner.


OS VÁRIOS SURREALISMOS

Há dez anos Max Perlingeiro vem acalentando a ideia de fazer uma exposição dedicada ao Surrealismo. Em outubro de 2016, ele foi mais de uma vez à mostra “Magritte: latrahisondesimages” (Magritte: a traição das imagens), no Centro Pompidou (Beaubourg), em Paris, que abordava a relação entre a pintura de René Magritte e a filosofia. “Isso foi determinante para iniciar uma pesquisa interminável, quase obsessiva, sobre o Surrealismo. Da leitura de dezenas de livros e artigos em revistas de arte e psicanálise à vista de filmes e vídeos”, conta Max Perlingeiro. 


Ele destaca: “Nunca o Surrealismo foi tão discutido, pensado, repensado: a participação feminina, o encontro de Breton com a revista antilhana ‘Tropiques’ em 1941, a negritude e o Surrealismo”. O curador ressalta ainda que é importante refletir sobre o contexto da arte de alguns artistas que se manifestaram antes de o Surrealismo ser oficialmente nomeado ou categorizado como um movimento, “os ‘surrealistas avant lalettre’, criadores que exploraram o onírico, o absurdo e o subconsciente, séculos antes do manifesto de Breton em 1924, como Hieronymus Bosch (c. 1450-1516), Giuseppe Arcimboldo (1526-1593),e os Yokai, arte especialmente popular no período Edo (1603-1868)”. 


Tadeu Chiarelli salienta que “a opção por usar o termo Surrealismo no plural traduz a diversidade de práticas e teorizações acerca do movimento. Como será visto, existe um conjunto de obras e ações ligadas à arte que pode ser entendido como voltado para o inconsciente e para o fantástico, para o maravilhoso e para o onírico, utilizado por aqueles que desejaram se manifestar suas percepções do mundo, tanto na arte quanto na política”, observa Chiarelli. “Assim, usar o termo no plural, se por um lado retira-o dos limites impostos pelo Surrealismo ‘histórico’, circunscrito ao que, cronologicamente, foi considerado o movimento surrealista (entre os anos 1920 até final dos anos 1940), por outro o expande para antes e para depois daquelas duas décadas”.


MANIFESTO SURREALISTA 

“Historicamente, o Surrealismo surgiu entre o fim da década de 1910 e o início da década de 1920 como um movimento literário que experimentava um novo modo de expressão chamado escrita automática. Segundo André Breton (1896-1966), signatário do Manifesto surrealista, de 1924, poeta, crítico, médico e psiquiatra de formação”, relata Max Perlingeiro.


“Inicialmente, os poetas surrealistas franceses, ligados a Breton – Louis Aragon (1897-1982), Paul Éluard (1895-1952) e Philippe Soupault (1897-1990) – relutavam em se associar aos artistas visuais, pois acreditavam que os processos criativos eram incompatíveis com a espontaneidade da expressão desinibida. No entanto, Breton e seus seguidores não ignoraram completamente as artes visuais, porque tinham amizade com os artistas e os admiravam”. 


MUDANÇA DE ENDEREÇO E REORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL

“Surrealismos: arte para além da razão” marca não apenas a mudança de endereço da Pinakotheke em São Paulo, como toda uma reorganização institucional e nova identidade visual. 


Consolidada como uma das mais prestigiosas instituições de arte do país, reconhecida pela excelência de suas exposições e publicações, a Pinakotheke foi fundada no Rio de Janeiro em 1979 por Max Perlingeiro – conceituado marchand que administra quinze das maiores coleções do país. Outra sede foi inaugurada em 1987, em Fortaleza, com o nome Multiarte. E em 2002, foi aberta no Morumbi a Pinakotheke em São Paulo. 


Em sua antiga sede em São Paulo, a Pinakotheke realizou muitas exposições, como “Frans Krajcberg” (2023), “Rubem Valentim” (2022) e “Lygia Clark (1920-1988)”, escolhida como a melhor retrospectiva do ano pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), em 2021. Em março do ano passado, a Pinakotheke realizou a mostra “Encontro/Confronto – Hélio Oiticica e Waldemar Cordeiro”, dando continuidade a um dos interesses de Max Perlingeiro, o de destacar a relação pessoal entre dois artistas.


O novo espaço em Higienópolis é acompanhado também de uma reestruturação da Pinakotheke, e no novo organograma, Max Perlingeiro é o diretor-geral, e seus filhos assumem a diretoria-executiva de cada espaço – Max Morales Perlingeiro, em São Paulo; Mariana Perlingeiro Mattos, no Rio de Janeiro; e Victor Perlingeiro, em Fortaleza – e Camila Perlingeiro, que já é a responsável pelas edições dos livros de arte, passa a responder como diretora criativa. Ivan Perlingeiro, irmão de Max, será o diretor de operações.


O novo espaço em Higienópolis, extremamente bem localizado, com a casa em centro de terreno, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias, é próximo ao Instituto Moreira Salles e a diversas outras galerias de arte. A casa, com dois andares, passou por obras de adequação e modernização, a cargo do escritório Luciano Dalla Marta Arquitetura. 


“Esta reestruturação tem como principal objetivo consolidar e adequar a Pinakotheke a uma expansão nacional e internacional”, explica Camila Perlingeiro, que esteve à frente da operação de estratégia e rebranding.


Este novo momento da Pinakotheke será refletido também em uma nova identidade visual, desenvolvida pela Casa 6D, responsável pelo rebranding da instituição, presente nas plataformas digitais desde 8 de abril.


LIVRO “SURREALISMOS: ARTE PARA ALÉM DA RAZÃO”

Ao longo da exposição, será lançado pela Pinakotheke Editora um livro bilíngue (port/ingl), com mais de 300 páginas, e capa dura, sobre o tema “Surrealismos: arte para além da razão”. Fartamente ilustrada, a publicação terá textos de Max Perlingeiro, Tadeu Chiarelli, Dawn Adès, João Frayze-Pereira e Thiago Gil Virava.


Service:

Exposição “Surrealismos: arte para além da razão”


Pinakotheke São Paulo, Higienópolis 

Rua Minas Gerais 246, Higienópolis


18 de maio a 15 de agosto de 2026


Free entry


Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados e feriados das 10h às 16h.

Para informações e agendamento de visita guiada gratuita: telefone: (11) 3758.5202 


E-mail: contato@pinakotheke.com.br


Digital channels: 

Pinakotheke.com.br 

Instagram @pinakotheke


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