Exposição coletiva “Um muro entre dois jardins”
Exhibition
- Nome: Exposição coletiva “Um muro entre dois jardins”
- Abertura: 11 de abril 2026
- Visitação: até 16 de maio 2026
Local
- Local: Galeria Objeto Particular
- Online Event: No
- Endereço: Rua Gustavo Teixeira, 362, Pacaembu – São Paulo, SP
Galeria Objeto Particular abre exposição “Um muro entre dois jardins”, com curadoria de Marina Schiesari
Exposição traz obras de 10 artistas com pesquisas sobre as relações entre dentro e fora, interior e exterior
A partir do dia 11 de abril, a galeria Objeto Particular, abre a exposição “Um muro entre dois jardins”, com obras de 10 artistas. Com curadoria de Marina Schiesari, a mostra reúne trabalhos que trazem pesquisas em torno das relações entre interior e exterior.
Segundo a curadora, “ao considerar o desenho e a materialidade, o muro se apresenta como intervenção capaz de interromper um campo contínuo e reorganizar a paisagem em porções distintas”. Ela explica conceitualmente o título da exposição: “embora o título da exposição coletiva remeta ao verso de Khalil Gibran (“sadness is but a wall between two gardens”), esta curadoria relê essa formulação para além da melancolia e se volta aos dualismos implicados na discussão (...) - propondo múltiplas leituras sobre o muro, incluindo as formas de separação que o constituem”, afirma.
A carioca Ana Hortides (1989) apresenta a obra “Raios” (2024), da série Platibanda, em concreto e cerâmica. Ana participou das residências FAAP (2023) e Pivô Arte e Pesquisa (2022), em São Paulo. Seu trabalho integra coleções do Museu de Arte do Rio e do Museu Nacional de Belas Artes. Participou de mostras no Brasil, Reino Unido, Chile e México, com pesquisa voltada às dimensões políticas e sociais do espaço doméstico do ponto de vista de quem nasceu e cresceu no subúrbio do Rio de Janeiro.
De Lisboa, o artista Diego Bolota (1988) traz a sua obra “Teoria de Degustação” (2026), um objeto de cerâmica. O artista estudou Pintura e Arquitetura na Universidade de Lisboa, e fez MA Drawing pelo Wimbledon College of Arts, University of Arts, em Londres. Em 2029, foi artista residente da FAAP e em 2024 nomeado para o prêmio Norberto Fernandes em Lisboa.
Juliana Matsumura (1993) apresenta “From then on (series) #5 and #6” (2021), uma monotipia no papel japonês Awagami. Nascida em Mogi das Cruzes, Juliana é formada em Desenho pela Ar.Co, em Lisboa. Participou de residências como da FAAP, GRÃO (Portugal) e Vaga, em Açores. Realizou exposições individuais no Brasil e Portugal, além de coletivas em Macau e Itália. Em 2022, recebeu apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, e em 2025, o e o Prêmio Aquisição da Fondazione Fiera Milano na MIART. Sua pesquisa articula corpo, território e ancestralidade entre desenho, instalação, escrita e performance.
Feita de vidro, “Duplo Cume” (2025), é a obra apresentada pelo paulistano Henrique Cutait (1996). O artista estudou artes visuais e arquitetura em São Paulo. Sua pesquisa investiga artefatos utilitários e suas ressignificações, especialmente por meio do vidro e materiais derivados. Seus trabalhos operam entre escultura, cenografia e objeto, tensionando função e representação.
“O dia que o sol declarou seu amor pela terra” (2025), é assinado pela carioca Maria Tereza Bonfim (2001). Formada em Artes Visuais pela FAAP, já participou de exposições no MAC USP, Galeria ReOcupa e Galeria MITS. Sua pesquisa investiga o cotidiano e a inventividade presente em objetos ordinários. Trabalha com coleta e rearranjo de materiais domésticos e descartados, próximos à bricolagem. Produz instalações, performances e registros derivados dessas ações.
Nascida em João Pessoa, Iris Helena (1987), mostra a série “Primeira pedra (Plano n2, 3, 4 e 5)”, de 2026. Licenciada em Artes Visuais pela UFPB, é doutora pela Universidade de Brasília. Sua pesquisa investiga criticamente a paisagem urbana por meio de abordagens poéticas e filosóficas. Integra o grupo de pesquisa VAGA-MUNDO, vinculado à UnB (CNPq), com foco em geopoéticas e deslocamentos.
Paulistano, Gabriel Roemer (1990) traz “Rede nº4” (2026), um óleo sobre tricô. O artista articula técnicas têxteis, pintura e escultura em investigações espaciais e relacionais. Participou da XI Bienal de Arquitetura de São Paulo (2017) e mostras recentes em instituições como o Farol Santander (2023) e galerias em São Paulo. Também atuou como curador em projetos como “augusta, Augusta” no Espaço Petrobras de Cinema (2025) e na revista Uso (2019–2022). Desde 2024, desenvolve e gere o espaço independente Lapa, voltado a práticas colaborativas e experimentais entre artistas e público.
Formado em Cinema no ArtCenter College of Design (EUA), o carioca João Machado (1977), expõe “Hymenoptera” (2026), uma obra feita em cerâmica. João desenvolve trabalhos em escultura, vídeo e instalações sonoras, integrando arte, ciência e ecologia. Atua em contextos sociais e ambientais, propondo reflexões sobre sustentabilidade e preservação ecológica.
Nascida em Lisboa em 1994, Isabel Cordovil apresenta “Lorena” (2024). Isabel desenvolve um trabalho centrado na revisão de narrativas como mito, folclore e inconsciente coletivo. Sua prática enfatiza o corpo como mediador entre subjetividade e mundo exterior. Aborda temas como identidade de gênero, política, finitude e alteridade. Trabalha principalmente com instalação e escultura, explorando metáforas visuais e poéticas.
Único trabalho em fotografia da mostra,“Espelho Leda” (2024), do mineiro de Belo Horizonte, Marcus Deusdedit (1997), artista que trabalha na interseção entre arte, arquitetura e design, explorando tensões estéticas e sociais. Graduado pela UFMG e mestrando na FAUUSP, foi residente na Bolsa Pampulha e na FAAP, além de ter recebido o Prêmio Décio Noviello. Participou de exposições como o Panorama das Artes Brasileiras e a Bienal do Mercosul.
Sobre a curadora Marina Schiesari
Marina Schiesari (São Paulo, 1996) é curadora, pesquisadora e arquiteta de exposições. Formada pela Escola da Cidade, é mestranda na Universidade de São Paulo. Atua na Galeria Verve e desenvolve projetos curatoriais independentes.
Colaborou com instituições como Centro Cultural São Paulo, Pivô e Instituto Moreira Salles. Foi premiada pelo programa Nova Fotografia e realizou individual no MIS-SP (2019).
Sobre a Galeria Objeto Particular
A Galeria Objeto Particular foi criada em 2024 pelo publicitário e o colecionador de arte Sérgio Godoy para ser um espaço múltiplo e aberto a diversos tipos de artistas contemporâneos brasileiros. O acervo reunido por Godoy reúne objetos variados, entre obras de arte, itens de mobiliário, decoração, impressos, colecionáveis e outros objetos, com foco na arte popular brasileira.
A primeira exposição da Objeto Particular foi “Fauna na Arte Popular”, com 135 esculturas de madeira representando bichos, de diversos artistas de várias regiões do Brasil. No final de 2024 entrou em cartaz a primeira exposição individual da galeria, “Uma Estranha Realidade”, com 40 obras inéditas entre pinturas, gravuras e objetos do artista visual e grafiteiro Alex Kaleb. Em 2025, apresentou as exposições “Vestígios”, de Viviane Rosa; “Cartografias do invisível”, com obras de Andre Filúr, Elton Hipólito, Luiz 83 e Michel Onguer. Em 2026, acaba de receber uma individual de Carlos Monaretta, “Catados”, com curadoria de Ana Avelar.
Service
Exposição “Um muro entre dois jardins”
Artistas: Ana Hortides, Diogo Bolota, Gabriel Roemer, Henrique Cutait, Iris Helena, Isabel Cordovil, João Machado, Juliana Matsumura, Marcus Deusdedit, Maria Tereza Bonfim
Curadoria: Marina Schiesari
Abertura: 11 de abril, sábado, das 15h às 21h
Em cartaz até 16 de maio
Horário de funcionamento da galeria: Segunda a sábado, das 10h às 18h
Galeria Objeto Particular
Rua Gustavo Teixeira, 362
Pacaembu
São Paulo – SP