Exposição coletiva “Veludo”
Exhibition

Exposição coletiva “Veludo”

Exhibition

  • Nome: Exposição coletiva “Veludo”
  • Abertura: 14 de abril 2026
  • Visitação: até 25 de abril 2026

Local

  • Venue: Anita Schwartz Galeria de Arte
  • Online Event: No
  • Endereço: R. José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea – Rio de Janeiro, RJ

“Veludo” investiga o tecido como linguagem e campo simbólico


Entre tecidos, pelúcias, camuflagens e figurinos, exposição curada por Ulisses Carrilho transforma o vestir em campo de disputa entre desejo, identidade e poder



A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, inaugura no dia 14 de abril de 2026, às 19h, a exposição “Veludo”, com curadoria de Ulisses Carrilho, em curta temporada até 25 de abril. Reunindo artistas de diferentes gerações, a mostra toma o tecido como ponto de partida para uma investigação sobre as dimensões simbólica, tátil e social dos objetos em sua relação com o corpo.


Estruturada a partir de um olhar atento às superfícies, a exposição se volta a texturas, dobras e opacidades entendidas não apenas como qualidades materiais, mas como instâncias de mediação entre o corpo e o mundo. Ao evocar o veludo, historicamente associado ao luxo e à intimidade, o projeto articula aparência e experiência, visibilidade e contato, ornamento e estrutura. A abertura acontece simultaneamente ao retorno do Rio Fashion Week à cidade, após uma década, situando a mostra em diálogo direto com o universo da moda.


“Veludo parte do tecido como uma zona de contato entre corpo e mundo. Interessa pensar a superfície menos como aparência do que como instância de mediação, na qual se inscrevem relações de desejo, poder e pertencimento. Ao aproximar práticas que atravessam arte, moda e teatro, a exposição propõe olhar o vestir como linguagem, construção social e forma contínua de performar identidades”, afirma Ulisses Carrilho.


De uma cortina monumental que ocupa o espaço como paisagem sensível a fotografias impressas sobre pano, evocando o corpo como imagem em transformação, “Veludo” constrói um percurso em que matéria e visualidade se confundem. Obras que incorporam costura, vestuário e diferentes tratamentos de suporte convivem com pinturas, objetos e experimentações que tensionam textura e aparência, aproximando arte e moda sem hierarquias. 


Ao longo do trajeto, o visitante encontra tanto a delicadeza tátil de superfícies trabalhadas quanto a presença incisiva de peças que acionam memória, desejo e identidade, fazendo do vestir uma linguagem atravessada por códigos sociais e afetivos.


A mostra também se expande para o campo da indumentária e do corpo como suporte. As peças de Isabela Capeto e os trabalhos de Luccas Morais (Lady Letal), com fotografias impressas em tecido sintético, aproximam criação artística e vestuário; enquanto Jeane Terra apresenta obras que associam costura, matéria orgânica e território, como em “Manto Corpo-Território”. Nesse contexto, destaca-se ainda o autorretrato de Lívia Melzi, artista paulistana radicada em Paris, apresentado em sua exposição individual no Palais de Tokyo, em 2022. A fotografia ganhou projeção internacional ao ser destacada em veículos como o jornal Le Monde e a revista francesa Paris Photo. Em outro registro, Marcos Chaves insere no percurso uma bolsa de veludo, deslocando o objeto cotidiano para um plano de leitura simbólica; enquanto Nuno Ramos incorpora pelúcia e materiais diversos em trabalhos que articulam densidade, volume e revestimento.


Ao lado dessas investigações, a presença de artistas como Abraham Palatnik, com seus objetos cinéticos, e Djanira, com cenas de trabalho inscritas sobre suportes sensíveis como o papel camurça, amplia o arco histórico da exposição, conectando maneiras distintas de pensar matéria, imagem e experiência. Trabalhos contemporâneos, como os de Rafa Bqueer e Brendon Reis, introduzem ainda discussões sobre performance, fabulação identitária e construção da imagem.


Um terceiro eixo da exposição se desdobra a partir da figura de Veludo, personagem de “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, que introduz o teatro marginal como chave de leitura para a inscrição social do corpo. A personagem, atravessada por violência, desejo e precariedade, tensiona as fronteiras entre identidade e sobrevivência, colocando em cena uma subjetividade que se performa sob condições extremas. Ao mobilizar essa referência, em continuidade a investigações curatoriais anteriores, Carrilho aciona o teatro como dispositivo crítico, no qual figurino, pele e gesto se tornam indissociáveis, revelando o vestir como dramatização contínua de papéis sociais e afetivos.


Participam da exposição Abraham Palatnik, Agrippina Manhattan, Álvaro Seixas, Anna Bella Geiger, Antonio Manuel, Brendon Reis, Breno de Sant’ana, Djanira, Caroline Valansi, Duda Moraes, Isabela Capeto, Jeane Terra, Gabriela Machado, Katia Maciel, Lívia Melzi, Luccas Morais (Lady Letal), Luciano Figueiredo, Luiz Eduardo Rayol, Marcos Chaves, Melissa de Oliveira, Monique Ribeiro, Nuno Ramos, Rafa Bqueer, Rafael Alonso, Rafael Amorim, Renato Bezerra de Mello, Thix, Yolanda Freyre e Weslley Ferreira.


Sobre a Anita Schwartz Galeria de Arte

Há quase 30 anos, a Anita Schwartz Galeria de Arte atua de forma contínua no campo da arte contemporânea brasileira, com contribuição consistente para a circulação, a institucionalização e a consolidação da produção artística nacional. Ao longo de sua trajetória, a galeria participou de relevantes feiras nacionais e internacionais, estabelecendo interlocuções duradouras com diferentes agentes e contextos do circuito da arte.


Fundada em 1998, no Rio de Janeiro, a galeria passou a ocupar, em 2008, sua sede atual no bairro da Gávea, um dos principais polos culturais da cidade. O edifício, com aproximadamente 700 metros quadrados distribuídos em três pavimentos e projeto arquitetônico assinado pelo escritório Cadas Arquitetura, consolidou-se como a primeira galeria carioca concebida segundo o conceito de cubo branco, projetada especificamente para a realização de exposições de arte contemporânea.


A Anita Schwartz Galeria de Arte representa artistas consagrados, nomes historicamente relevantes da arte contemporânea brasileira e expoentes da nova geração. Seu espaço expositivo viabiliza a realização de exposições, instalações e projetos especiais, reafirmando sua atuação no circuito institucional e no mercado de arte, em diálogo contínuo com museus, curadores e colecionadores.


SERVICE

VELUDO | Curadoria: Ulisses Carrilho


Abertura: 14 de abril de 2026, às 19h

Encerramento: 25 de abril de 2026


Anita Schwartz Art Gallery

R. José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea

Rio de Janeiro | RJ

Tel: (21) 2540-6446 | (21) 99603-0435


Website: www.anitaschwartz.com.br

Instagram: @galeria_anitaschwartz


Visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 18h


Mais informações para a imprensa:




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