Exposição individual "Omẽ Mahsã – Seres invisíveis", de Daiara Tukano
Exhibition

Exposição individual "Omẽ Mahsã – Seres invisíveis", de Daiara Tukano

Exhibition

  • Nome: Exposição individual "Omẽ Mahsã – Seres invisíveis", de Daiara Tukano
  • Abertura: 04 de julho 2026
  • Visitação: até 01 de agosto 2026

Local

  • Local: Almeida & Dale
  • Online Event: No
  • Endereço: Rua Fradique Coutinho, 1430, Pinheiros – São Paulo, SP

Almeida & Dale apresenta Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, exposição inédita de Daiara Tukano


Nova exposição individual da artista reúne pinturas e obras sobre papel inspiradas em narrativas, entidades e seres ligados ao ar na cosmologia do povo Yepá Mahsã



São Paulo, SP — No dia 4 de julho, sábado, a Almeida & Dale inaugura Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, nova exposição individual de Daiara Tukano. A mostra apresenta cerca de vinte pinturas inéditas — incluindo uma obra com mais de três metros de comprimento — e um conjunto de trabalhos em nanquim sobre papel que tomam a cosmologia do povo Yepá Mahsã como eixo de investigação, reunindo representações de animais, seres e entidades ligados ao ar. 


As obras mostram representações de padrões ritmados, chamados Hori, além de representações de ventos e aves, relacionados a importantes narrativas do povo Yepá Mahsã, também chamado de Tukano. Nelas, Daiara articula um estudo sobre a cultura de seu povo e experimentações com as formas e a luz, buscando compreender a densidade de suas vibrações. 


A exposição dá continuidade à pesquisa da artista pelas relações entre imagem, transformação e ancestralidade. Em suas pinturas, formas geométricas, ritmos visuais e campos luminosos tornam visíveis conhecimentos transmitidos entre gerações, ao mesmo tempo em que investigam a densidade e a vibração das imagens. Entre referências às pinturas corporais, cestarias, cerâmicas e outros objetos tradicionais, a artista constrói composições que evocam a história de transformação que estrutura a cosmologia Tukano.


O retorno de Daiara Tukano a São Paulo acontece em um momento de intensa circulação de sua produção artística e curatorial. Nos últimos anos, a artista realizou projetos em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Roma e Paris, consolidando uma atuação que articula arte, pesquisa e ativismo em defesa dos direitos dos povos indígenas. 


Recentemente, Daiara recebeu a Medalha Rui Barbosa de 2025, honraria concedida a personalidades e instituições que se destacam pela contribuição à cultura brasileira. Em 2026, realizou um mural em homenagem a Ailton Krenak no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, apresentado durante a Virada da Sustentabilidade. Entre seus projetos mais recentes está a concepção da exposição Ohpeko Dihtara – Travessias da Guanabara, em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, reunindo obras de artistas indígenas de diferentes povos originários do Brasil. 


Pertencente ao clã Erëmiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, Daiara Tukano é artista, comunicadora, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos. Vencedora do Prêmio PIPA Online em 2021 e do Prêmio Prince Claus em 2022, participou de exposições em instituições como MASP, Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte do Rio, El Museo del Barrio, em Nova York, Hayward Gallery, em Londres, e Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. Suas obras integram coleções como Harvard Art Museums, MASP, Pinacoteca de São Paulo, El Museo del Barrio e Museo delle Civiltà.


Sobre Daiara Tukano 

Daiara Hori Figueroa Sampaio, nome tradicional Duhigô, pertence ao clã Erëmiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, mais conhecido como Tukano. É artista, comunicadora independente, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos.  


Seu trabalho artístico fundamenta-se na pesquisa sobre as tradições e a espiritualidade de seu povo, especialmente a partir do estudo sobre o Hori. Para tanto, Daiara dedica-se a apreender as visões que alcança em sonhos e nos estudos que realiza junto de sua família, observando também as pinturas que se encontram nos objetos tradicionais de sua cultura, como nas tramas das cestarias, nas cerâmicas, nos bancos e nas pinturas corporais, que fazem alusão à memória de uma mesma história da transformação que é a história Tukano da humanidade. A artista articula uma investigação sobre a cultura de seu povo e experimentações com as formas e a luz, buscando compreender a densidade de suas vibrações, bem como a maneira como estas nos tocam em diferentes níveis. 


Entre suas exposições individuais estão Pamuri Pati: Mundo de Transformação, no Museu Nacional da República, Brasília (2023), e no Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2024); Kihtimori: Memórias da Criação, na Richard Saltoun Gallery, Roma, Itália (2023); e Amõ Numiã, na Millan, São Paulo (2023). Ela também foi artista convidada no 30º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, Brasil (2020). Em 2022, foi curadora da exposição Nhe'é Porã: Memória e transformação, no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, que, em 2024 teve itinerâncias no Museu Emílio Goeldi, em Belém, e no Ségur Hall, na UNESCO, em Paris, França. 


Ela participou das exposições coletivas Jangueando: Recent Acquisitions, 2021–2025, El Museo del Barrio, Nova York, Estados Unidos (2025); Amazonias. El futuro ancestral, Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, Espanha (2024); Dear Earth: Art and Hope in a Time of Crisis, Hayward Gallery, Londres, Inglaterra (2023); Brasil Futuro: as formas da democracia, Museu Nacional da República, Brasília, Brasil (2023); Histórias Brasileiras, MASP, São Paulo, Brasil (2022); Contramemória, Theatro Municipal de São Paulo, Brasil (2022); Brasilidade pós-modernismo, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, Brasil (2022); Kaa Body – Cosmovision of the rainforest, Paradise Row, Londres, Inglaterra (2021); 34ª Bienal de São Paulo, Brasil (2021); Moquém Surari – Arte Indígena Contemporânea, MAM São Paulo, Brasil (2021); e Véxoa: nós sabemos, Pinacoteca de São Paulo, Brasil (2020). 


Daiara foi ganhadora do Prêmio PIPA Online 2021 e do Prêmio Prince Claus, da organização holandesa Prince Claus Fund, em 2022. Ela é membro do Conselho Nacional de Cultura, como representante da sociedade civil de povos indígenas. Suas obras integram o acervo de instituições como Harvard Art Museums/Fogg Museum, Estados Unidos; Instituto Inclusartiz, Brasil; MASP, Brasil; El Museo del Barrio, Estados Unidos; Museo delle Civiltà, Itália; e Pinacoteca de São Paulo, Brasil.


Sobre Almeida & Dale

Fundada em São Paulo, em 1998, a Almeida & Dale promove o legado de artistas emblemáticos e emergentes, ao impulsionar a produção contemporânea nos cenários nacional e internacional. Com três endereços em São Paulo, a galeria realiza um programa expositivo e editorial de excelência, estabelece parcerias com instituições e coleções de renome e está presente nas principais feiras de arte mundiais, o que a posiciona como uma das mais influentes galerias brasileiras.   


Representando mais de 50 artistas e espólios, reúne nomes fundamentais dos modernismos brasileiros, figuras-chave para a formação da arte contemporânea e a sua projeção internacional, além de artistas em plena atuação que continuam a redefinir o horizonte artístico. Em 2025, ao finalizar sua fusão com a prestigiada galeria Millan, estabelecida em 1986, também em São Paulo, a Almeida & Dale abraça um histórico de comprometimento profundo com o experimentalismo artístico, de colaboração estreita com artistas para os posicionar nas principais exposições e instituições do mundo e de impulsionamento internacional de carreiras.   

De maneira ativa, a galeria assume o desafio de difundir múltiplas perspectivas e novas aproximações, centrada em ser uma plataforma para os artistas em projetos potentes. Ao unir expertise artística e um olhar estratégico para as dinâmicas globais do setor, a galeria fomenta a expansão e a capilarização da arte latino-americana por meio de uma atuação que segue amplificando e impulsionando o mercado globalmente. A Almeida & Dale é liderada pelos sócios-executivos Antonio Almeida, Carlos Dale, Hena Lee e João Marcelo de Andrade Lima.


Service

Daiara Tukano: Omẽ Mahsã – Seres invisíveis


De 4 de julho a 01 de agosto de 2026


Rua Fradique Coutinho, 1430


Segunda a sexta-feira: 10h às 19h

Sábado: 11h às 16h


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