Exposição individual "Pata quebrada com gesso liso", de Dalila Gonçalves
Exhibition

Exposição individual "Pata quebrada com gesso liso", de Dalila Gonçalves

Exhibition

  • Nome: Exposição individual "Pata quebrada com gesso liso", de Dalila Gonçalves
  • Abertura: 15 de agosto 2026
  • Visitação: até 08 de outubro 2026

Local

  • Local: Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo
  • Online Event: No
  • Endereço: Travessa Dona Paula, 7, Higienópolis – São Paulo, SP

Portuguesa Dalila Gonçalves transforma moedas em paisagem na exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Anexo


Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, site-specific reveste o espaço expositivo com impressões em gesso de animais representados em moedas de diferentes partes do mundo



No dia 15 de agosto, a artista portuguesa Dalila Gonçalves inaugura a exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo, na Travessa Dona Paula, em São Paulo. Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, a mostra é composta por um site-specific que ocupa todas as paredes do espaço com impressões em gesso produzidas a partir de moedas de diferentes partes do mundo.


Em vez de exibidas como objetos, as moedas aparecem como marcas discretas, enterradas sob uma camada branca, frágil e provisória. As imagens gravadas em suas superfícies — animais que habitam diferentes geografias — são parcialmente veladas pelo gesso e revelam-se por meio das texturas, profundidades e sombras.


As figuras seguem uma organização vertical a partir dos habitas de cada animal: seres marinhos ficam junto ao chão; os que habitam a terra estão na altura do corpo do visitante; e aqueles que voam ocupam a parte superior das paredes. A sala converte-se, assim, em uma espécie de paisagem simbólica, na qual mar, terra e céu se constroem a partir da aproximação entre espécies e territórios distintos.


Ao transpor as moedas para um material quebradiço, Dalila Gonçalves desloca também os sentidos tradicionalmente associados a esses objetos. Antes submetidas à circulação cotidiana e à lógica do valor financeiro, elas assumem uma presença quase fantasmática. A troca monetária dá lugar à descoberta, à composição e à experiência sensível.


No campo contínuo de marcas, a parede deixa de funcionar apenas como suporte e passa a constituir um território em formação. "Na totalidade dessa nova camada de gesso, na descoberta das figuras que aí se acolhem, a obra ensaia um novo território. Um território de sobreposições, composto por seres de diferentes geografias, que não surge como coisa fixa, mas antes como algo em construção. Algo que, delicadamente, ensaia um exercício de contiguidade, abertura e descoberta", escreve Sérgio Fazenda Rodrigues no texto que acompanha a exposição.


Pata quebrada com gesso liso tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, DGArtes e República Portuguesa – Cultura. A exposição fica em cartaz até 8 de outubro.


SOBRE DALILA GONÇALVES

Dalila Gonçalves nasceu em Castelo de Paiva, Portuga), 1982. É licenciada em Artes Plásticas-Pintura (FBAUP, 2005) e Mestre em Ensino de Artes Visuais pela FBAUP e FPCEUP (Universidade do Porto, 2009). Foi artista em residência (entre outras) no Programme KulturKontakt, Viena, Áustria (2017); na Residência Inclusartiz (Rio de Janeiro, 2014); na Residência Pivô - Arte e Pesquisa (São Paulo, 2018), Fundación Marso, (México DF, 2020), Projecto Fidalga (São Paulo, 2023 e 2024).


Expõe regularmente em instituições e galerias em diferentes países da Europa, da América do Sul e EUA, além de ter obras em coleções públicas e privadas. Destacam-se exposições na Galeria Quadrum, EGEAC, Lisboa (2021); no National Museum of Women in the Arts, Washington, USA; na Fundación Marso, México DF; Centro Cultural de Belém CCB, Lisboa (2019); no Centro de Artes de Alcobendas, Madri (2018), no Museum of Contemporary Art in Roskilde, Dinamarca (2014), entre outras. Em 2026 ganhou o Prémio Catalina D´Anglade na Feira Arco Madrid. 


SOBRE SÉRGIO FAZENDA RODRIGUES

Sérgio Fazenda Rodrigues (Lisboa, 1973) é arquiteto, curador e editor. Lecionou na Univ. Açores, Escola Univ. Vasco da Gama e Faculdade de Belas Artes Univ. Lisboa. Foi cofundador do Projeto Editorial Palenque e editor convidado da revista Contemporânea, que deteve, até 2015, com Celina Brás. Foi consultor cultural do Governo Regional dos Açores (2010–12), gerindo a Colecção de Arte Contemporânea desta entidade e a programação do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), participa em vários júris de premiação e apoio e, entre outros, foi curador convidado dos programas Open Studio Madrid (Madri), Confluências (Santander), Vienna Contemporary, (Viena) e Kaasaegse Kunsti Eesti Keskus / Estonian Centre for Contemporary Art (Tallinn). Integra a associação Frontiews – Berlin e Specter Union – BerliM, que congrega um conjunto de artistas, curadores e críticos de arte internacionais, desenvolvendo atividades culturais com diferentes entidades, dentro e fora da Alemanha. Desde 2023, funda e dirige o espaço independente Kindred Spirit, em Lisboa, onde programa, concebe e faz a curadoria de exposições, performances e conferências, de forma autónoma e em parceria com outras entidades, dentro e fora de Portugal.


SOBRE MARLI MATSUMOTO ARTE CONTEMPORÂNEA

Inaugurada em agosto de 2021, a galeria Marli Matsumoto Arte Contemporânea está instalada na Vila Madalena, em uma casa estilo modernista do final dos anos 50.


Representa os artistas Elvis Almeida, Francesco João, Juan Casemiro, Leka Mendes, Mayana Redin, Natalie Braido, Ricardo Basbaum, Rosario López e Rubiane Maia. Atua pontualmente no mercado secundário com obras dos anos 60 em diante, de artistas renomados, com os quais a diretora trabalhou ao longo de sua trajetória, como Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Cildo Meireles, dentre outros.


Mantém um programa consistente de exposições individuais e coletivas que contam com textos de autores relevantes na crítica contemporânea, tais como Ana Roman, Niccolò Gravina, Oliver Basciano, Jacopo Crivelli Visconti, José Augusto Ribeiro, Germano Dushá, dentre outros. Um diferencial são os projetos colaborativos com outras galerias e espaços culturais independentes, tais como Sardenberg (antiga Projeto Vênus), Capacete e Desapê, para viabilizar projetos específicos —como a instalação Urania (uma novela, um entretenimento, um meme, uma ficção) de Renata Lucas, realizada em agosto de 2025, em colaboração com a galeria Luisa Strina.


Em dezembro de 2025, a galeria ganhou um espaço permanente na Travessa Dona Paula, no centro de São Paulo, o Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo.


Service

Dalila Gonçalves: Pata quebrada com gesso liso

Curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues


Abertura: 15 de agosto, sábado, das 14h às 19h

Visitação: até 8 de outubro de 2026


Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo

Travessa Dona Paula, 7, Higienópolis — São Paulo


@marlimatsumoto_ / marlimatsumoto.com.br 

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