Exposição individual "Sala dos espelhos", de Rodrigo Andrade
Exhibition

Exposição individual "Sala dos espelhos", de Rodrigo Andrade

Exhibition

  • Nome: Exposição individual "Sala dos espelhos", de Rodrigo Andrade
  • Abertura: 17 de maio 2026
  • Visitação: até 20 de junho 2026

Local

  • Local: Almeida & Dale
  • Online Event: No
  • Endereço: Rua Fradique Coutinho, 1360 – São Paulo, SP

Rodrigo Andrade apresenta pinturas inéditas em nova individual na Almeida & Dale


A exposição "Sala dos espelhos" articula matéria, espacialidade e atmosfera e opera na fronteira entre abstração e figuração, atravessando quarenta anos de trajetória do artista



São Paulo, SP — No dia 17 de Maio, a Almeida & Dale inaugura Sala dos espelhos, nova exposição individual de Rodrigo Andrade. Com curadoria de Germano Dushá, a mostra reúne cerca de doze pinturas inéditas do artista, em diferentes formatos, realizadas entre 2025 e 2026. Neste novo conjunto de trabalhos, Andrade expande sua investigação sobre a pintura como campo de experimentação material, visual e psicológica.   


A partir de camadas espessas de tinta, grandes blocos cromáticos e um embate direto com a materialidade na pintura, o artista cria recintos interiores habitados por formas gráficas - que ele denomina figuras ornamentais – e elementos corriqueiros, como espelhos, mobiliários e outras aparições, formando um vocabulário em permanente renovação. São pinturas que partem de princípios compositivos e regras visuais bem definidas, operando na fronteira entre abstração e figuração, entre estrutura gráfica e sugestão narrativa. 


O título faz referência à música Room Full of Mirrors, de Jimi Hendrix, evocando um espaço lúdico, inquietante e um tanto opressor, saturado de reflexos e possibilidades, ou um estado mental de intensa reflexão. Para Andrade, interessa justamente essa conotação dupla: a sala dos espelhos como atração popular, imagem pertencente a uma cultura comum, ou como cenário de um thriller psicológico, um ambiente onde o ordinário se torna perturbador. 


"Me interessa que Sala dos espelhos pertença a uma cultura comum, algo pop, quase vulgar — que está bem presente na exposição. Há também uma dimensão lúdica aí que é fundamental: é um jogo de espelhos, um jogo com regras determinadas. Cada pintura parte de um conjunto de princípios claros que depois vão ser confrontados pela própria natureza da matéria, pelo imprevisível do processo. Ao mesmo tempo, soa como título de um filme de gênero, ou um cenário para uma cena de suspense. É algo comum, mas esquisito. A exposição opera nesse limiar entre a matéria bruta e o surgimento de imagens psicológicas... Então são trabalhos que trazem tanto a planaridade da pintura moderna quanto se conectam com o cinema, os quadrinhos, o punk e a cultura de massa", afirma Andrade.


Entre o familiar e o estranho, a superfície pictórica aparece como lugar de tensão entre corpo, imagem e evocação. A perspectiva, com seus pontos de fuga definidos, arma em cada pintura uma espacialidade quase opressiva — uma convenção que o artista estabelece para depois combater, fazendo irromper materialidades e figuras que desestabilizam a hierarquia espacial e capturam o olhar. Surgem então ambientes metafísicos, que sintetizam sensações e emoções, onde objetos e outras presenças espectrais parecem dotados de agência própria e a transformação se faz iminente. 


A escala é parte fundamental da experiência: algumas pinturas atingem quase três metros de altura e trazem enormes massas de tinta, impondo-se como portais no espaço expositivo. Já outras, menores, convidam o espectador a se aproximar para descobrir a densidade da superfície, e as marcas e sutilezas que só se revelam de perto. 


A mostra reafirma a posição singular de Andrade no panorama da arte brasileira. Ao longo de mais de quatro décadas, a prática do artista mantém-se em permanente renovação, sem jamais abandonar, entretanto, seus principais fundamentos e o compromisso com a investigação da natureza e do estatuto histórico da pintura, bem como de suas possibilidades como ferramenta contemporânea.


Sobre Rodrigo Andrade

A obra de Rodrigo Andrade (1962, São Paulo) é marcada pela investigação profunda e pela livre experimentação com a pintura — em sua dimensão material, visual e histórica. O artista desenvolve uma reflexão contínua sobre seus fundamentos e possibilidades, explorando as relações entre matéria e expressão, gesto e repetição, imagem e sensação.  


Em sua prática, a superfície pictórica torna-se campo de permanente tensão, em que camadas espessas de tinta se adensam ou se dissolvem, configurando paisagens, espaços, objetos e grafismos em constante movimento. Suas composições, intensas e carregadas, refletem a pulsão e o caráter mutável da vida, assim como seu corpo de trabalho é um testemunho da vitalidade e da elasticidade da pintura contemporânea, incorporando múltiplas referências, técnicas e temas. Entre o rigor conceitual e a manifestação intuitiva, entre a fisicalidade e a iconografia, sua obra busca sempre propor um olhar renovado sobre a história da pintura e sobre sua capacidade de pensar, representar e transformar as dinâmicas do mundo. 


O início da trajetória de Rodrigo Andrade se entrelaça à retomada da pintura no Brasil nos anos 1980. Com outros jovens artistas, amigos de escola, formou o notório ateliê Casa 7, que consolidou-se como um grupo e ganhou projeção com mostras em importantes instituições.  


Entre suas exposições individuais mais recentes estão: Pintura Paisagem, Millan e Almeida & Dale, São Paulo (2022); Rodrigo Andrade – Pintura e Matéria, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2022); Rodrigo Andrade – Pintura e Matéria, Museu Oscar Niemeyer – MON, Curitiba (2022); Criaturas Ornamentales, Galería Hilario Galguera, Cidade do México (2021); Pinturas da era do absurdo, Millan, São Paulo (2020); Pintura e Matéria (1983-2014), Estação Pinacoteca, São Paulo (2017); Pinturas de estrada, Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo (2013); Óleo sobre — intervenção no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (2010); Pinturas: seleção 99-06, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte (2006); Projeto Parede, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM São Paulo (2000). 


Andrade participou de inúmeras exposições coletivas, como: 18ᵃ Bienal de São Paulo (1985); Casa 7, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP (1985); 2ᵃ Bienal de La Habana, Havana, Cuba (1986); BR 80 Pintura Brasil, Itaú Galeria, São Paulo (1991); Brasil – La Nueva Generación, Museo de Bellas Artes de Caracas, Venezuela (1991); Viva Brasil Viva, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia (1991); 24º Panorama da Arte Brasileira, MAM São Paulo (1995); Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, Centro Cultural São Paulo (1998); 29º Panorama da Arte Brasileira, MAM São Paulo (2005); 80/90 Modernos, Pós-modernos, Etc., Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2007); 29ª Bienal de São Paulo (2010); Lugar Nenhum, Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro (2013); 30 x Bienal, Fundação Bienal de São Paulo (2013); O Espírito de cada Época, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (2015); Deserto-Modelo "as above so below", Harold St., Londres, Inglaterra (2015); Troposphere, Beijing Minsheng Art Museum (2017); Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, OCA, São Paulo (2017); 1981/2021: Arte Contemporânea brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (2021). 


Suas obras integram coleções de instituições como o MAM São Paulo; Pinacoteca de São Paulo; MAC Niterói; MAC USP; Museu de Arte da Pampulha; e Instituto Itaú Cultural. 


Sobre Almeida & Dale

Fundada em São Paulo, em 1998, a Almeida & Dale promove o legado de artistas emblemáticos e emergentes, ao impulsionar a produção contemporânea nos cenários nacional e internacional. Com três endereços em São Paulo, a galeria realiza um programa expositivo e editorial de excelência, estabelece parcerias com instituições e coleções de renome e está presente nas principais feiras de arte mundiais, o que a posiciona como uma das mais influentes galerias brasileiras.    


Representando mais de 50 artistas e espólios, reúne nomes fundamentais dos modernismos brasileiros, figuras-chave para a formação da arte contemporânea e a sua projeção internacional, além de artistas em plena atuação que continuam a redefinir o horizonte artístico. Em 2025, ao finalizar sua fusão com a prestigiada galeria Millan, estabelecida em 1986, também em São Paulo, a Almeida & Dale abraça um histórico de comprometimento profundo com o experimentalismo artístico, de colaboração estreita com artistas para os posicionar nas principais exposições e instituições do mundo e de impulsionamento internacional de carreiras.    


De maneira ativa, a galeria assume o desafio de difundir múltiplas perspectivas e novas aproximações, centrada em ser uma plataforma para os artistas em projetos potentes. Ao unir expertise artística e um olhar estratégico para as dinâmicas globais do setor, a galeria fomenta a expansão e a capilarização da arte latino-americana por meio de uma atuação que segue amplificando e impulsionando o mercado globalmente. A Almeida & Dale é liderada pelos sócios-executivos Antonio Almeida, Carlos Dale, Hena Lee e João Marcelo de Andrade Lima.


Service 

Rodrigo Andrade: Sala dos espelhos

Curadoria de Germano Dushá 


17 de maio a 20 de junho de 2026


Rua Fradique Coutinho, 1360


Segunda a sexta-feira: 10h às 19h 

Sábado: 11h às 16h 


Free entry 

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