Exposição individual "Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra"
Exhibition
- Nome: Exposição individual "Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra"
- Abertura: 28 de maio 2026
- Visitação: até 18 de julho 2026
Local
- Venue: Gomide&Co
- Online Event: No
- Endereço: Av. Paulista, 2644 – São Paulo, SP
Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra
Primeira individual da artista Chilena no Brasil reúne produção recente de desenhos que exploram a conexão entre corpo, natureza e espiritualidade
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra, primeira exposição individual da artista no Brasil, reunindo um conjunto de desenhos produzidos nos últimos cinco anos. A abertura acontece no dia 28 de maio (quinta-feira), às 18h, e a exposição segue em cartaz na galeria até 18 de julho. A curadoria é assinada pela crítica de arte e curadora independente Fernanda Morse.
Nascida em Viña del Mar, no Chile, em 1967, e radicada em Berlim há mais de 15 anos, Sandra Vásquez de la Horra desenvolve uma prática singular centrada no desenho, meio que, em seu trabalho, ultrapassa a bidimensionalidade para assumir um caráter ao mesmo tempo escultórico e instalativo. Desde o final da década de 1990, a artista finaliza suas obras com um mergulho em cera, procedimento que confere maior plasticidade e materialidade aos trabalhos, intensificando a presença da linha, da cor e criando efeitos de profundidade e translucidez. Além disso, a cera contribui para a conservação das obras e possibilita as declinações escultóricas desenvolvidas nos últimos anos.
Com uma trajetória internacional consolidada, Vásquez de la Horra contou recentemente com importantes exposições institucionais: Soy Energía, sua primeira retrospectiva institucional na Europa, apresentada na Haus der Kunst (Munique), em 2025; e The Awake Volcanoes, exposição panorâmica de carreira realizada no Denver Art Museum, em 2024, com curadoria do brasileiro Raphael Fonseca. A artista foi laureada com o prestigioso Prêmio Käthe Kollwitz, concedido pela Akademie der Künste, em 2023, e participou da 59ª Bienal de Veneza em 2022.
Sua produção articula referências que vão do cinema e dos contos de fadas a compêndios botânicos e zoológicos, entrelaçadas a experiências pessoais e a contextos históricos mais amplos, como a repressão política que conheceu na sua juventude sob a ditadura de Augusto Pinochet no Chile. As tradições e mitologias de sua origem chilena e antepassados Aymara desempenham papel central em sua obra, além dos saberes e símbolos ligados a religiões de matriz africana como a Santería, na qual foi iniciada em Cuba no ano de 2003. Nesse universo imagético, religião, mito, sexualidade e elementos do insólito coexistem e se tensionam, dando forma a narrativas que evocam experiências limítrofes, estados de transformação e dimensões simbólicas do corpo.
Em relato, a artista afirma: “Curiosamente, o meu trabalho não tem a ver com imaginação, como muitas pessoas pensam. Ele tem a ver com a minha experiência de mundo, a minha relação com os deuses e com as coisas. É como um diário. A obras são fruto do contato que estabeleço com os elementos, com as árvores, com os pássaros, com a água, com tudo ao meu redor. Quando cortam uma árvore na rua da minha casa, eu sofro, porque as árvores são as minhas amigas, entende?”
Recorrente em seus desenhos, a figura feminina aparece em constante mutação, ora como força geradora e cósmica, ora atravessada por dinâmicas de vulnerabilidade e violência. Corpos humanos, animais e vegetais fundem-se em composições híbridas, nas quais se entrelaçam paisagens oníricas e formas orgânicas, sugerindo ciclos de vida, morte e renascimento. Ao mesmo tempo, símbolos associados a tradições indígenas e culturas marginalizadas emergem como emblemas que tensionam narrativas históricas e culturais, especialmente no contexto da América Latina. Em trabalhos mais recentes, a artista tem explorado soluções formais que expandem o desenho no espaço, como dobras e estruturas que acentuam sua dimensão tridimensional.
A curadora Fernanda Morse comenta: “O trabalho de Sandra Vásquez de la Horra opera uma rica convergência de saberes, cosmovisões, rituais e simbologias capaz de expandir a nossa visão de mundo e ativar a sensibilidade para tudo o que é vivo ao nosso redor. Indo além de cismas e dualidades, as imagens e as formas criadas por Sandra conectam o dentro e o fora, o corpo e o espírito, o sagrado e o profano, o humano e o animal. A sua obra borra fronteiras e funda um universo no qual a distância entre natureza e civilização já não existe mais, e esses conceitos podem, enfim, cair por terra.”
A exposição na Gomide&Co oferece uma aproximação ao desenvolvimento recente de sua produção, evidenciando a consistência de uma pesquisa que investiga, de forma sensível e incisiva, as relações entre corpo, espiritualidade, experiência e memória.
Sandra Vásquez de la Horra é representada pela galeria Sprovieri, a quem a Gomide&Co agradece por apoiar a realização da exposição.
Service
Sandra Vásquez de la Horra: todo lo que vibra
curadoria Fernanda Morse
abertura: 28 de maio de 2026, quinta-feira, 18h
Av. Paulista, 2644 - São Paulo