Exposição individual "Sedimentos", de Renata Ramalhosa
Exhibition
- Nome: Exposição individual "Sedimentos", de Renata Ramalhosa
- Abertura: 25 de maio 2026
- Visitação: até 19 de junho 2026
Local
- Local: Atelier Cris Ioschpe
- Online Event: No
- Endereço: Rua João Moura, 503/14, Pinheiros – São Paulo, SP
SEDIMENTOS, exposição de Renata Ramalhosa no Atelier de Cris Ioschpe
A abertura da exposição acontece no dia 23 de maio, sábado, das 16h às 20h
Cris Ioschpe abre as portas de seu atelier para a primeira exposição individual de Renata Ramalhosa. A mostra "Sedimentos" reúne 17 pinturas recentes em acrílico sobre tela e papel e se integra no espaço em que a artista encontrou um lugar de encantamento.
Autodidata nas artes plásticas, Renata sempre cultivou a pintura como expressão pessoal. Aprofundou essa prática no atelier de Cris Ioschpe, que a convidou a apresentar seus trabalhos nesta primeira exposição, que reflete sua sensibilidade criativa e percurso multifacetado.
"Ter passado os últimos dois anos aprendendo e trabalhando ao lado da Cris transformou profundamente a minha maneira de criar e de enxergar a arte. Apresentar minha primeira exposição justamente no ateliê que acompanhou esse processo torna tudo ainda mais especial — é como compartilhar não apenas os trabalhos, mas também a trajetória, as descobertas e os afetos que construí nesse espaço", comenta a artista.
A abertura de "Sedimentos" acontece dia 23, sábado, entre 16h e 20h, no atelier que Cris Ioschpe ocupa desde 2001, e inaugura também essa nova configuração, que engloba o espaço de criação à exposição. Gravuras e pinturas da Cris seguirão ocupando algumas paredes do atelier. São obras de diferentes séries instaladas onde além de trabalhar, ela dá aulas e workshops, e programa para este ano ainda uma individual sua e pretende convidar outro artista para expor e fazer uma oficina de arte.
"A obra de arte precisa ser vista. Quando permanece guardada, sem encontrar o mundo, ela ainda não se completa. A exposição é o momento em que o trabalho ganha presença, diálogo e sentido na relação entre as obras em si, o espaço e o olhar do público. É nesse encontro - nas relações, interpretações e afetos despertados - que também nasce a reflexão do artista", explica Cris Ioschpe.
A exposição "Sedimentos" fica em cartaz de 25 de maio a 19 de junho, de segunda a sexta, das 10h às 18h, as visitas devem ser agendadas previamente.
SEDIMENTOS
Há talentos que dormem em silêncio, acumulados em camadas, como a própria terra que atravessa as telas de Renata Ramalhosa. Não por escolha deliberada, mas por necessidade. Algo que já estava lá, esperando o momento certo para emergir.
Renata é uma mulher multifacetada. Quem a conhece sabe da sua inteligência, da sua presença, da forma como transita com naturalidade por mundos diferentes. Mas havia ainda uma dimensão que ela guardava, talvez de si mesma. Uma sensibilidade que não cabia nas palavras, nas funções, nos papéis que já exercia com tanta competência. Essa dimensão encontrou, finalmente, a tela.
Começou a pintar há pouco tempo. E ainda assim, as obras surpreendem.
Surpreendem pela técnica que parece intuitiva, pelo domínio das cores que não foi ensinado mas sentido, pelas composições que se equilibram sem esforço aparente, como se a pintura fosse um idioma que ela sempre soubesse falar, mas nunca tivesse tido ocasião de usar. Há aqui algo raro: imagens que nascem de dentro para fora, não da observação do mundo, não da cópia da realidade, mas de uma memória afetiva, visceral, de quem tem saudade do que ama.
E o que Renata ama é a natureza.
Faz-lhe falta. Essa ausência está inscrita em cada pincelada – não como lamento, mas como convocação. As suas paisagens não são representações fiéis de um lugar específico. São estados. São o cheiro da terra molhada, a luz que rasga o horizonte antes da tempestade, a sensação de estar pequeno diante de algo imenso e belo. São sedimentos de experiências vividas, de percursos feitos, de momentos em que o corpo inteiro estava presente na natureza e a natureza estava dentro do corpo.
As cores misturam-se na tela com uma generosidade orgânica – ocres, vermelhos profundos, azuis que pesam como céu antes da chuva, verdes que tremem entre a sombra e a luz. Não há rigidez. Há fluxo. Como camadas geológicas que contam o tempo sem pressa, os seus quadros revelam-se aos poucos, exigem que o olhar se demore, que o observador também se deixe levar.
SEDIMENTOS é exatamente isso: o que fica. O que se deposita. O que a vida vai deixando em nós sem que percebamos – e que um dia, de forma inesperada e inevitável, encontra a sua forma de aparecer.
Esta exposição é uma surpresa. E as melhores surpresas são sempre aquelas que, depois de reveladas, nos fazem pensar: claro. Era óbvio que estava aqui!
Stella Villares
Sobre Renata Ramalhosa
Renata Ramalhosa nasceu em 1973 em São Tomé e Príncipe e é portuguesa. Construiu uma carreira internacional de mais de 25 anos nas áreas de diplomacia econômica, estratégia, inovação e governança, com atuação no Reino Unido, Portugal, França, Brasil e América Latina. Durante 18 anos integrou o Governo do Reino Unido, onde desempenhou funções de liderança no Departamento de Comércio Internacional e na rede diplomática britânica, promovendo investimento e relações comerciais entre países.
Foi cofundadora e CEO da Beta-i Brasil, uma consultora global focada em inovação, e atualmente exerce o cargo de Regional Managing Director (Latam) na Kobre & Kim. Paralelamente, integra a direção do Conselho da Diáspora Portuguesa, coordenando o núcleo do Brasil, e participa ativamente em iniciativas ligadas à governança e inovação.
Autodidata nas artes plásticas, sempre cultivou a pintura como expressão pessoal. Nos últimos dois anos, aprofundou essa prática no ateliê de Cris Ioschpe, apresentando agora a sua primeira exposição — um novo capítulo que reflete a sua sensibilidade criativa e percurso multifacetado.
Sobre Cris Ioschpe
Cris Ioschpe nasceu em Porto Alegre em 1967, vive em São Paulo desde 2000. Formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1992. Nos anos 80 estudou pintura e gravura em Porto Alegre com Maria Tomaselli e Anico Herskovits, e em São Paulo, com Paulo Pasta e Claudio Mubarac, respectivamente. Nos anos 90, vivendo em Buenos Aires e novamente Porto Alegre, trabalhou no Museo del Grabado e no atelier da Fundação Iberê Camargo, com Eduardo Haesbaert e pintura com Regina Ohlweiler.
Em seu atelier em São Paulo recebeu orientação de Evandro Carlos Jardim e Ernesto Bonato, participando de vários projetos na área da gravura, como o "Projeto Lambe-lambe". Em 2010, coordenou workshop de gravura no SESC Pompéia, em 2012 e 2014, oficinas na Chapel School em São Paulo, SP. Frequentou o curso do Paulo Pasta, "pintura: prática e reflexão" no Instituto Tomie Ohtake em 2013 à 2019.
Participou de diversas coletivas no Brasil, Argentina e Egito e suas principais individuais são: "Passos que imaginei" na Galeria Gravura em Porto Alegre em 2000, "Funil" na Galeria Bolsa de Arte em Porto Alegre em 2004, "Cris Rocha: da gravura e além" na Arteedições Galeria em São Paulo em 2017 e "Quietude" na Ocre Galeria em Porto Alegre em 2024.
SERVICE
Exposição: Sedimentos
Artista: Renata Ramalhosa
Abertura: 23 de maio de 2026 (sábado)
das 16h às 20h
Local: Atelier Cris Ioschpe
Rua João Moura, 503/14, Pinheiros - São Paulo - SP
Visitação: de 25 de maio a 19 de junho de 2026
Monday to Friday, from 10am to 6pm
Agendamento de visita: 11. 99199 3972
Mais informações em https://www.crisioschpe.com/ e https://www.instagram.com/crisioschpe/