Exposição "Rubem Valentim: a ordem do sensível"
Exhibition

Exposição "Rubem Valentim: a ordem do sensível"

Exhibition

  • Nome: Exposição "Rubem Valentim: a ordem do sensível"
  • Abertura: 18 de abril 2026
  • Visitação: até 02 de agosto 2026

Local

  • Venue: Modern Art Museum of Rio de Janeiro
  • Online Event: No
  • Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85, Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro, RJ

Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa e PETROBRAS apresentam


Rubem Valentim: a ordem do sensível


MAM Rio inaugura exposição dedicada a Rubem Valentim, um dos nomes fundamentais da arte brasileira do século 20


Mostra reúne cerca de 180 obras, incluindo o Templo de Oxalá, instalação que sintetiza o trabalho plástico e simbólico do artista



O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura, em 18 de abril de 2026, a exposição Rubem Valentim: a ordem do sensível, dedicada a um dos artistas mais decisivos da arte brasileira do século 20. Desenvolvida em colaboração com o Museu de Arte Moderna da Bahia, em um diálogo institucional que articula acervos e pesquisas de ambas as instituições, a mostra reúne cerca de 180 obras provenientes de coleções públicas e privadas de diferentes regiões do país, ocupando o Salão Monumental com um amplo panorama da trajetória de Rubem Valentim (Salvador, 1922 – São Paulo, 1991), cuja produção se desenvolve ao longo de mais de quatro décadas. A curadoria é de Raquel Barreto e Phelipe Rezende. A exposição conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.


Reunindo pinturas, relevos e esculturas, a mostra evidencia a amplitude da produção do artista baiano e a consistência de um pensamento que atravessa diferentes suportes com rigor e coerência. Em cada uma dessas frentes, Valentim constrói uma linguagem singular ao articular geometria, cor e sistemas simbólicos oriundos de matrizes culturais brasileiras, sobretudo afro-brasileiras e indígenas. Ao reorganizar esses elementos em composições rigorosas, consolida um vocabulário próprio, no qual forma e significado se tornam indissociáveis, afirmando uma obra que nasce de um contexto específico e se projeta como experiência estética de alcance universal.


“Valentim constrói sua obra como um sistema em permanente elaboração. Há um trabalho de depuração, em que os elementos são reduzidos, reorganizados e estabilizados até atingirem uma estrutura precisa. Esse processo não é apenas formal, envolve ritmo e sentido, e se desenvolve ao longo do tempo por meio de retornos, variações e sínteses sucessivas”, observa Raquel Barreto, curadora-chefe do MAM Rio.


Cinco núcleos organizados a partir da trajetória do artista

A exposição está organizada em núcleos que correspondem às cidades que marcaram sua trajetória. O percurso tem início em Salvador, onde desenvolve suas primeiras experiências a partir da observação do cotidiano, da cultura material, dos objetos rituais das religiões de matriz africana e da arte moderna europeia. No Rio de Janeiro, para onde se muda em 1957, sua pesquisa ganha rigor construtivo e densidade simbólica, adotando signos como princípios organizadores. Em Roma, Valentim aprofunda a articulação vertical dos elementos, apontando para uma dimensão totêmica. De volta ao Brasil, fixa-se em Brasília, onde expande sua prática para o campo tridimensional e formula o Alfabeto Kitônico, sistema que sintetiza sua investigação sobre linguagem, cultura e construção. Nos anos finais de sua vida, entre Brasília e São Paulo, amplia seu repertório visual e consolida uma obra de grande potência sintética.


A exposição culmina com a apresentação do Templo de Oxalá, instalação criada em 1977 e exibida originalmente na 14ª Bienal de São Paulo nesse mesmo ano. Composto por estruturas totêmicas dispostas no espaço, o trabalho traduz, em escala ambiental, a linguagem desenvolvida por Valentim ao longo de sua trajetória, instaurando uma experiência imersiva que condensa os principais eixos de sua pesquisa.


Nascido em Salvador, em 1922, Rubem Valentim iniciou sua trajetória nos anos 1940, e desenvolveu uma obra que ocupa lugar central no debate sobre arte, identidade e linguagem no Brasil. Participou de exposições fundamentais no país e no exterior, integrou a delegação brasileira no Primeiro Festival Mundial de Artes Negras, em Dacar, em 1966, e consolidou uma produção marcada pela capacidade de articular tradição e invenção, rigor construtivo e densidade simbólica.


A relação de Valentim com o MAM Rio remonta às décadas de 1960 e 1970, quando participou de exposições coletivas fundamentais para o debate artístico no país. Em 1970, a instituição carioca realizou uma individual com o título 31 objetos emblemáticos e relevos-emblemas. O museu acompanhou momentos importantes de sua trajetória, apresentando conjuntos de obras que já indicavam a expansão de sua pesquisa no espaço. A nova exposição retoma esse vínculo histórico e propõe uma leitura abrangente de sua produção, reafirmando sua relevância no presente.


Mais sobre o artista

Rubem Valentim (Salvador, 1922 – São Paulo, 1991) foi um dos nomes mais singulares e decisivos da arte brasileira no século 20. Nascido no centro histórico de Salvador, desenvolveu desde cedo uma percepção aguda das formas, das cores e dos sistemas visuais presentes no cotidiano da cidade. As festas populares, os presépios que montava com a mãe, os brinquedos que fabricava, a cerâmica do Recôncavo baiano, a arquitetura religiosa, os objetos rituais das religiões de matriz africana e as obras de artistas fundamentais do modernismo europeu constituíram um repertório fundamental em sua formação. Formou-se em Odontologia pela Universidade da Bahia, em 1946, e em Jornalismo pela mesma instituição, em 1953, mas foi nas artes plásticas que encontrou seu campo definitivo de atuação.


Sua trajetória artística se inicia em Salvador, no fim dos anos 1940, em diálogo com o ambiente renovador que gravitava em torno da revista Caderno da Bahia e de nomes como Mário Cravo Jr., Jenner Augusto, Carlos Bastos e Lygia Sampaio. Nesse período, estudou intensamente a arte moderna europeia, com especial atenção a Cézanne, Modigliani, Matisse, Braque, Picasso, Chagall e Klee, ao mesmo tempo em que aprofundava seu interesse pela cultura visual afro-brasileira. A partir de meados dos anos 1950, passou a elaborar um vocabulário próprio, fundado na geometrização de signos ligados ao candomblé, como o oxé de Xangô, o abebê de Oxum, o paxorô de Oxalá e os ferros de Ossaim e Ogum. Esse processo resultou em uma linguagem rigorosa e autoral, que ele mais tarde, em seu Manifesto ainda que tardio de 1976, definiria como “riscadura brasileira”.


Em 1957, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde aprofundou sua pesquisa e conquistou projeção nacional. Ao longo da década de 1960, participou de salões, bienais e exposições de grande relevância, recebendo, entre outros reconhecimentos, o prêmio de viagem ao exterior no XI Salão Nacional de Arte Moderna, em 1962. Viveu na Europa entre 1963 e 1966, principalmente base em Roma, período em que estabeleceu interlocução com o crítico Giulio Carlo Argan e intensificou a verticalização de suas composições. Em 1966, integrou a delegação brasileira no I Festival Mundial das Artes Negras, em Dacar, no Senegal. De volta ao Brasil, fixou-se em Brasília, onde expandiu sua prática para o campo tridimensional e realizou alguns de seus trabalhos mais emblemáticos, como os objetos-emblemas, os relevos, o mural da Novacap, o Templo de Oxalá e o Marco sincrético da cultura afro-brasileira, instalado na Praça da Sé, em São Paulo.


Além de pintor, escultor e gravador, Rubem Valentim foi um artista-teórico, profundamente comprometido com a elaboração conceitual de sua obra. Em 1976, o Manifesto ainda que tardio sintetiza seu pensamento estético e afirma a busca por uma linguagem visual brasileira capaz de articular forma, conteúdo e significado. Sua produção ocupa um lugar central na história da arte no Brasil por reunir rigor construtivo, densidade simbólica e reflexão crítica sobre identidade, cultura e espiritualidade. Ao longo de mais de quatro décadas, construiu uma obra que permanece incontornável para a compreensão da arte brasileira moderna e contemporânea.


About MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promove experiências participativas e inclusivas a partir da arte. Fundado em 1948 com a premissa de ser um museu-escola, é referência como plataforma de criação e formação para artistas e públicos, alcançando diferentes gerações e territórios. O MAM Rio é responsável por um extenso acervo de arte moderna e contemporânea, com focos na arte brasileira e em fotografia. Atualmente, abriga três coleções de artes visuais, com um total de cerca de 16 mil obras.


As exposições do MAM Rio propõem relações entre artistas de diferentes gerações, conectando passado e presente em todas as linguagens e manifestações, pautados por temáticas diversas e equitativas do mundo e do fazer artístico. 


O prédio do MAM Rio no Parque do Flamengo, desenhado por Affonso Eduardo Reidy e com jardins projetados por Roberto Burle Marx, virou referência para a arquitetura mundial. O museu e seu entorno oferecem um espaço de convivialidade e experimentação que impulsiona processos de troca, circulação, vivências e cultura.


A Cinemateca do MAM oferece programação presencial e online, dando acesso à nova produção cinematográfica e a filmes históricos, brasileiros e internacionais. O acervo inclui filmes em múltiplos formatos, documentos, cartazes, publicações e equipamentos relativos à produção e à reprodução de cinema, desde sua criação até o presente. Por meio de projetos sustentáveis e inclusivos, o MAM Rio visa contribuir com o desenvolvimento da sociedade, atendendo às diretrizes estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.


A Petrobras é a patrocinadora oficial do MAM Rio. O museu conta ainda com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Vale, IRB(Re), Bermudes Advogados, BMA Advogados, Dasa e Ferroport, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; da Light e da Vivo, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Lei do ICMS RJ; e de BTG Pactual, Globo, Janeiro Hotel, Multiterminais e Piemonte, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS RJ. Conta também com o apoio da Bloomberg.


Agradecemos ao Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.


SERVICE

Rubem Valentim: a ordem do sensível

Curadoria: Raquel Barreto, com curadoria assistente de Phelipe Rezende 


Abertura: 18 de abril de 2026

Encerramento: 02 de agosto de 2026


Horários de visitação:

Quartas, quintas, sextas, sábados domingos e feriados, das 10h às 18h

Aos domingos, das 10h às 11h, visitação exclusiva para pessoas com deficiência intelectual


Ingressos: https://www.mam.rio/ingressos 

Entrada gratuita para todos os públicos


Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

End: Av. Infante Dom Henrique, 85

Aterro do Flamengo

Rio de Janeiro | RJ


Tel: (21) 3883-5600

Website: https://www.mam.rio/ 

Instagram: @mam.rio

Qual a forma que gostaria de assinar
nosso conteúdo?

Artsoul Comunicação Digital LTDA | CNPJ: 29.752.781/0001-52

Escritório: Rua Quatá, 845 - Sala 2, Vila Olímpia, São Paulo, SP, 04546-044