Exposiçãocoletiva "UM TETO"
Exhibition
- Nome: Exposiçãocoletiva "UM TETO"
- Abertura: 28 de março 2026
- Visitação: até 07 de junho 2026
Local
- Local: Museu de Arte Contemporânea de Niterói
- Online Event: No
- Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n, Boa Viagem – Niterói, RJ
Exposição UM TETO transforma o MAC Niterói em uma casa imaginária
Com curadoria de Luiza Testa, mostra reúne oito artistas brasileiras e parte do ensaio Um teto todo seu, de Virginia Woolf, para discutir trabalho doméstico, cuidado e criação artística.
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói) se transforma em uma casa imaginária na exposição UM TETO, que inaugura em 28 de março. A mostra apresenta obras de Ayla de Oliveira, Carla Duncan, Dayane Tropicaos, Elisa Arruda, Iahra, Maria Lynch, Marina Quintanilha e Marlene Stamm para abordar temas como trabalho doméstico não remunerado, cuidado, invisibilização, desigualdades raciais e sociais e a produção artística contemporânea.
Com curadoria de Luiza Testa, a exposição parte do ensaio Um teto todo seu (1929), de Virginia Woolf, para discutir as condições materiais e simbólicas de criação das mulheres artistas. No ensaio, Woolf defende que a produção intelectual feminina está diretamente ligada a condições como independência financeira, acesso à educação, tempo livre e um espaço próprio para pensar e criar. Quase um século depois, UM TETO retoma esse debate no campo das artes visuais, perguntando quais "tetos" ainda precisam ser conquistados para que mulheres possam criar e permanecer no sistema da arte.
A exposição se organiza em um percurso narrativo pelos diferentes ambientes do lar, começando nas áreas sociais e avançando gradualmente para os espaços mais íntimos. Na entrada, Elisa Arruda introduz o público à exposição com esculturas de cadeiras "impossíveis", que refletem sobre a permanência e relação das mulheres com o espaço doméstico. Já na sala, Iahra apresenta uma instalação em papelão que aborda a casa como lugar de sociabilidade e fala sobre o direito de a mulher ocupar não apenas a esfera privada, mas também o mundo.
As pinturas da série Arranjos, de Carla Duncan, ocupam a cozinha para tratar da invisibilização do trabalho doméstico e do cuidado. Na área de serviço, Dayane Tropicaos puxa o fio das desigualdades sociais, raciais e de gênero no trabalho com a instalação Abre Caminho, que visibiliza funções precarizadas desempenhadas por mulheres. O percurso passa pelo quarto, onde Ayla de Oliveira explora dimensões da espiritualidade e intimidade, e segue para o banheiro, onde Marina Quintanilha reflete sobre a pressão estética por meio de símbolos do cotidiano feminino, como na escultura Calcinhas. Intervenções de Marlene Stamm atravessam os diferentes ambientes da exposição, criando conexões entre os cômodos da casa.
O percurso se encerra no ateliê, ocupado por Maria Lynch com a grande instalação em tecidos coloridos Disjunção espacial. Para Testa, terminar a mostra num espaço de criação e expressão feminina é simbólico: "Nós saímos de gestos muito contidos e vamos para gestos muito coloridos e expansivos. É como se isso fosse trabalhado ao longo da exposição toda, para chegar numa explosão do inconsciente, que é a obra da Maria", declara a curadora.
UM TETO segue em cartaz até 7 de junho.
Service
Exposição: UM TETO
Curadoria: Luiza Testa
Local: Museu de Arte Contemporânea de Niterói – MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Boa Viagem, Niterói – RJ
Período: 28 de março a 7 de junho de 2026
Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: Inteira: R$ 20,00
Meia – entrada: R$10,00 – Estudantes da rede particular de ensino, universitários e adultos acima de 60 anos – Professores, mediante apresentação da carteira profissional ou contra-cheque
Entrada gratuita para todos às quartas-feiras
Entrada Franca: crianças abaixo de 7 anos, moradores de Niterói, estudantes da rede pública de ensino, visitantes que chegarem ao Museu de bicicleta.
Classificação indicativa: livre